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Commodities Agrícolas

Açúcar: Câmbio e petróleo: As cotações do açúcar tiveram forte retração ontem na bolsa de Nova York, pressionadas pela valorização do dólar ante o real e pela queda dos preços do petróleo. Os contratos com vencimento em maio de 2019 fecharam com queda de 33 pontos, a 12,75 centavos de dólar a libra-peso. Por um lado, a alta do dólar eleva a rentabilidade das exportações brasileiras, o que pode estimular as usinas a produzir mais açúcar, elevando a oferta. Por outro, o recuo dos preços internacionais do petróleo reduz a competitividade do etanol ante a gasolina, o que também pode incentivar a produção de açúcar. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou ontem em R$ 67,02 por saca (de 50 quilos), leve alta de 0,03% em relação à segunda-feira.

Soja: Exportação dos EUA: Em meio à queda das exportações de soja dos Estados Unidos, os contratos futuros do grão registraram forte baixa ontem na bolsa de Chicago. Os papéis com vencimento em janeiro recuaram 5 centavos de dólar e fecharam a US$ 8,7825 por bushel. Na esteira da guerra comercial com a China, as exportações de soja dos EUA - vêm amargando retração expressiva neste ano. Na semana-móvel encerrada no dia 8 de novembro, mostrou o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os embarques somaram 1,3 milhão de toneladas, 4,6% menos que na semana anterior. No mercado do Paraná, a saca de 60 quilos foi negociada, em média, por R$ 75,56, de acordo com levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado.

Trigo: Realização de lucros: Depois de subirem mais de 3% na segundafeira, os contratos futuros de trigo devolveram os ganhos ontem na bolsa de Chicago, em um movimento de realização de lucros. Os papéis com vencimento em março fecharam o pregão negociados a US$ 5,1775 por bushel, em queda de 8,75 centavos de dólar. A alta de segunda-feira foi apoiada em incertezas sobre a oferta global - o Banco Nacional da Austrália reduziu sua estimativa para a colheita do país de 17,4 milhões para 16,9 milhões de toneladas. Além disso, na sexta-feira a Bolsa de Rosário destacou que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) indicou que o mundo terá na safra 2018/19 seu primeiro déficit de oferta em seis safras. No Paraná, a saca de 60 quilos do cereal subiu ontem para R$ 43,61, conforme o Deral.

Algodão: Dólar pressiona: Os preços do algodão recuaram ontem na bolsa de Nova York, mais uma vez diante da valorização generalizada do dólar ante diversas moedas. Os contratos da pluma com vendimento em março fecharam cotados a 77,66 centavos de dólar por libra-peso, em queda de 59 pontos. Os receios com o mercado de capitais da China e de países emergentes de maneira geral continuaram a oferecer suporte à moeda americana. Mais valorizado, o dólar exerce pressão sobre os mercados americanos de commodities em geral, já que, teoricamente, o movimento estimula as exportações do país e pode ampliar a oferta global. No oeste baiano, a arroba da pluma foi negociada, em média, por R$ 89,28, segundo a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba). (Valor Econômico 14/11/2018)