Macroeconomia e mercado

Notícias

Commodities Agrícolas

Açúcar: Impulso do petróleo: As cotações do açúcar subiram ontem na bolsa de Nova York, acompanhando a recuperação do petróleo. Os papéis do açúcar demerara para entrega em maio fecharam a 12,78 por libra-peso, em alta de 19 pontos. Os investidores recompraram posições depois que os preços caíram ao menor patamar em cerca de seis semanas na sessão de terça-feira. E o movimento, uma vez mais, foi desencadeado pelas oscilações do petróleo, que ontem subiu após o tombo da véspera, motivado por preocupações em relação à economia global. Os preços do açúcar são afetados pelo petróleo, que influenciam a competitividade do etanol no Brasil. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal negociada em São Paulo subiu 0,06%, para R$ 67,79.
Café: Dólar e Vietnã: Os preços do café cederam ontem na bolsa de Nova York, sob influência direta da valorização do dólar em relação ao real e da colheita no Vietnã. Os contratos do arábica para entrega em março fecharam em baixa de 80 pontos, a US$ 1,141 a libra-peso. A alta do dólar é um incentivo às exportações brasileiras, o que, teoricamente, pode elevar a oferta no mercado global. Além disso, a consultoria Zaner Group observou que "a colheita vietnamita está jogando uma sombra no mercado". Embora o volume de café robusta a ser colhido possa ser menor do que o esperado inicialmente, ainda é considerado elevado. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do café arábica de boa qualidade foi negociada entre R$ 425 e R$ 435, de acordo com o Escritório Carvalhaes, de Santos.
Algodão: Recuperação em NY: Um dia antes de um dos feriados mais importantes para os americanos, o Dia de Ação de Graças -, as cotações de algodão voltaram a subir em Nova York. Os contratos com vencimento em março subiram 135 pontos, para 78,78 centavos de dólar a libra-peso. A valorização da fibra esteve relacionada ao aumento das cotações do petróleo em Nova York e em Londres. O petróleo mais caro eleva os preços das fibras sintéticas e, como consequência, aumenta a expectativa de demanda pela fibra natural. A guerra comercial entre China e Estados Unidos, contudo, limita o avanço de preços do algodão, já que mina a demanda pelo produto americano. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em oito dias recuou 0,07%, para R$ 2,9547 a libra-peso.
 

Soja: Montanha russa: Ainda sem um desfecho para a guerra comercial entre China e Estados Unidos, as negociações no mercado de soja em Chicago seguem voláteis. Ontem, um dia antes do feriado de Ação de Graças, os contratos com vencimento em março subiram 2,25 centavos de dólar e encerraram o pregão a US$ 8,9675 por bushel. "Foi um dia de correção técnica, mas os fundamentos seguem de baixa", disse Luiz Fernando Gutierrez Roque, analista da Safras & Mercado. Na semana passada, o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, afirmou que seu país não recuaria nas disputas comerciais com a China, que têm prejudicado as exportações americanas de soja. No Paraná, a saca de 60 quilos foi negociada, em média, por R$ 70,39, segundo o Departamento de Economia Rural da Secretaria da Agricultura. (Valor Econômico 22/11/2018)