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Commodities Agrícolas

Suco de laranja: Menor demanda: Os contratos futuros do suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) fecharam no campo negativo na bolsa de Nova York ontem. Os papéis com vencimento em março de 2019 ficaram em US$ 1,401 a libra-peso, baixa 155 pontos. A demanda em queda por suco de laranja ditou o ritmo das negociações desta segunda-feira. No Brasil, a CitrusBR confirmou que as exportações brasileiras de suco de laranja diminuíram 21% no acumulado dos quatro primeiros meses da safra 2018/19 - julho a outubro. Para os Estados Unidos, o volume embarcado caiu 42% ante este mesmo período da safra anterior. No mercado doméstico, o peço médio pago pela indústria pela caixa de 40,8 quilos de laranja apurado pelo Cepea/Esalq manteve-se estável em relação a sexta-feira, em R$ 22,54.

Algodão: Petróleo no radar: A expectativa crescente de acordo entre os EUA e China e a recuperação da cotação do petróleo contribuíram para uma valorização do algodão em Nova York ontem. Os contratos com vencimento em março subiram 136 pontos, para 78,58 centavos de dólar a libra-peso. Os líderes de China e EUA se encontrarão neste mês na reunião da cúpula do G-20, e o gigante asiático tem mostrado disposição para negociar. Um acordo entre as potências favoreceria a fibra americana, que sofre sobretaxação de 25% no mercado chinês. Outro ponto que favorece o algodão é a recuperação das cotações do petróleo, aumentando a competitividade da fibra natural. No mercado interno, o preço médio pago ao produtor na Bahia ficou em R$ 89,28 a arroba, de acordo com a associação de produtores local, a Aiba.

Soja: Mesa de negociações: Ainda com a disputa comercial entre China e Estados Unidos no foco de investidores, as cotações da soja fecharam em forte queda ontem em Chicago. Os papéis com vencimento em março fecharam em baixa de 18,50 centavos de dólar, a US$ 8,7625 o bushel. Para mostrar a disposição em negociar, a China anunciou a entrada da seguradora alemã Allianz no país. A alemã havia pedido para estabelecer a primeira holding de seguros detida por estrangeiros na China. A nova postura chinesa aumenta as expectativas de um acordo entre os líderes do gigante asiático e dos EUA na reunião da cúpula do G-20, que ocorre ainda neste mês na Argentina. No mercado doméstico, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 82,07 a saca, baixa de 1,41%.

Trigo: Egito vai às compras: Os preços do trigo subiram ontem na bolsa de Chicago diante de novidades sobre a demanda pelo cereal americano. Os contratos para março registraram alta de 6,75 centavos, a US$ 5,14 o bushel. Em Kansas, os contratos com o mesmo vencimento fecharam a US$ 4,8975 o bushel, ganho de 3,75 cents. Exportadores americanos acertaram a venda de 120 mil toneladas ao Egito, em um leilão em que o país adquiriu 240 mil toneladas no total. Fazia tempo que o Egito não adquiria trigo dos EUA. "Os compradores devem se voltar para o trigo dos EUA nos próximos meses, à medida que os estoques se estreitam na região do Mar Negro", disse um trader à Dow Jones Newswires. No Paraná, o preço médio subiu 0,35%, para R$ 826,94 a tonelada, de acordo com o Cepea/ESALQ. (Valor Econômico 27/11/2018)