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Commodities Agrícolas

Açúcar: Em baixa em NY: Os preços do açúcar recuaram ontem na bolsa de Nova York para o menor patamar em quase oito semanas, revertendo boa parte dos ganhos acumulados em outubro. Ontem, os lotes do açúcar demerara para maio caíram 15 pontos, a 12,46 centavos de dólar a libra-peso. O mercado não tem conseguido se sustentar em patamares muito elevados, já que a oferta global segue robusta. Além disso, circulam notícias de que a China acertou acordo para comprar 50 mil toneladas de açúcar da Índia, o que pode prejudicar as exportações de outras origens, como Austrália, importante fornecedora à Ásia, e o Brasil, maior exportador mundial. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 68,93 a saca de 50 quilos, queda de 0,32%.

Cacau: Maior demanda: Os preços do cacau subiram ontem na bolsa de Nova York, refletindo a boa demanda pela amêndoa. Os contratos do cacau com vencimento em março fecharam em US$ 2.145 a tonelada, alta de US$ 29. Nas fazendas das principais regiões produtoras de Camarões, cresceu a demanda por cacau, disseram traders à Dow Jones Newswires. A região central de Camarões respondeu por mais de 51% da safra do país na última temporada e deve contribuir com mais um ciclo de produção elevada. Em contrapartida, os dados de produção do oeste da África continuam indicando ampla oferta, o que vinha pressionado cotações da amêndoa nos pregões anteriores. Em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, o preço médio ficou em R$ 137,4 por arroba, alta de 1,47%, de acordo com a Central Nacional de Produtores.

Soja: Recuperando perdas: Recuperando parte das quedas de segundafeira, os contratos de soja subiram ontem em Chicago. Os papéis para entrega em março subiram 13 centavos de dólar, a US$ 8,8925 o bushel. "Os mercados continuam prestando atenção ao posicionamento político antes da cúpula do G-20", afirmaram analistas da consultoria Allendale, segundo a agência Dow Jones Newswires. Ao "The Wall Street Journal", o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que avançará com mais de 25% de taxas sobre mais US$ 200 bilhões de produtos chineses e afirmou ser "altamente improvável" aceitar o pedido para conter o aumento. Mas há ainda expectativas de algum acordo. No Brasil, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 82,18 a saca, alta de 0,13%.

Trigo: Realização de lucros: Os preços de trigo fecharam em queda ontem nas bolsas americanas, em uma tentativa dos fundos de embolsar os lucros do dia anterior. Na bolsa de Chicago, os papéis para março caíram 7,5 centavos de dólar, a US$ 5,065 o bushel. Em Kansas, onde se negocia o trigo de melhor qualidade, os papéis com vencimento para o mesmo mês caíram 6,25 centavos, a US$ 4,835 o bushel. Segundo a agência Reuters, o Egito, maior importador, quer cultivar mais trigo, buscando recuperar áreas no deserto, segundo Mohamed Helmy AbdelHamed Rashwan, gerente-executivo da autoridade-geral de projetos de reabilitação e desenvolvimento agrícola do Ministério da Agricultura. O preço no Paraná apurado pelo Cepea/Esalq caiu 1,11%, para R$ 817,79 a tonelada. (Valor Econômico 28/11/2018)