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Commodities Agrícolas

Açúcar: Tailândia reduz oferta: Os preços do açúcar subiram ontem na bolsa de Nova York, puxados por um movimento de cobertura de posições vendidas dos investidores após a queda do dia anterior e de novas indicações de redução de oferta. Os papéis do açúcar demerara para maio subiram 47 pontos, a 12,93 centavos de dólar a libra-peso. No dia anterior, um representante do escritório de cana e açúcar do governo da Tailândia disse que a próxima safra de cana poderia cair para 100 milhões de toneladas, ante 135 milhões de toneladas colhidas na safra 2017/18. O país está aplicando parte das reformas de seu mercado de açúcar. Apesar disso, a oferta global segue elevada, disse Tobin Gorey, do Commonwealth Bank of Australia. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para o cristal subiu 0,1%, a R$ 69 por saca.
Algodão: Política e clima: Os contratos de algodão terminaram em alta ontem na bolsa de Nova York. Os papéis para março subiram 100 pontos, para 78,88 centavos de dólar a libra-peso. As tensões entre EUA e China estão no radar dos investidores, dadas as perspectivas para encontro entre Donald Trump e Xi Jinping no encontro do G20, no fim de semana. Em nota, o Société Générale observou que o clima adverso nos Estados Unidos, na Índia e na Austrália ofuscou os dados fracos de exportação dos EUA. No curto prazo, as exportações dos americanos devem continuar no foco dos investidores. O banco francês estima os preços de curto prazo do algodão entre 83 a 85 centavos de dólar a libra-peso. No mercado brasileiro, o indicador Cepea/ Esalq para o algodão com pagamento em 8 dias subiu 0,7%, a R$ 2,9665 a libra-peso.
Soja: Trump versus Xi: Às vésperas da cúpula do G-20 na Argentina, as cotações de soja fecharam em alta ontem na bolsa de Chicago. Os papéis para março subiram 15 centavos de dólar, a US$ 9,0425 o bushel. Há uma expectativa de que Donald Trump e Xi Jinping discutam as tarifas chinesas sobre a soja americana, mas também há dúvidas se as duas potências chegarão a algum acordo. Atualmente, a soja dos EUA é taxada em 25% ao entrar na China, diminuindo a competitividade no maior importador da commodity. Ontem, novos dados de exportação de soja americana ajudaram a puxar as cotações da oleaginosa. Segundo o Agricultura dos EUA, foram fechados contratos para a venda de 268,75 mil toneladas. No Brasil, o indicador Esalq/ BM&FBovespa da soja em Paranaguá subiu 0,45%, para R$ 82,55 por saca.
 

Milho: Acompanhando a soja: As cotações de milho seguiram na esteira da soja e fecharam em alta em Chicago. Ontem, os contratos para entrega em março subiram 4,75 centavos de dólar, a US$ 3,7325 por bushel. Sem novidades do lado da oferta, com quase toda safra americana colhida, o mercado espera de novidades da guerra comercial entre China e Estados Unidos. Na sexta-feira, começa a cúpula do G-20 na Argentina, onde os líderes das duas potências devem negociar a sobretaxação de produtos. O mercado do milho, porém, pode ser influenciado no curto prazo por eventuais mudanças no Programa de Combustíveis Renováveis (RFS) dos EUA, o que pode alterar a demanda da indústria local de etanol pelo grão. No Brasil, o indicador Esalq/ BM&FBovespa subiu 0,75%, para R$ 37,61 por saca. (Valor Econômico 29/11/2018)