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Commodities Agrícolas

Açúcar: Petróleo no radar: Os contratos de açúcar apresentaram grande volatilidade ontem na bolsa de Nova York. Após uma forte alta inicial e um recuo logo em seguida, os papéis para maio fecharam a 12,97 centavos de dólar a libra-peso, alta de 4 pontos. O avanço do petróleo colaborou para sustentar as cotações até o fim do pregão. Por outro lado, o diretor-geral Associação de Usinas de Açúcar da Índia, Abinash Verma, disse que, sem reforma no setor do país, haverá excedente neste ciclo e no 2019/20. O Commerzbank disse em relatório que é natural que os produtores indianos estejam elevando o cultivo de cana, dado os baixos preços de arroz e trigo no país. No mercado brasileiro, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 69,91 a saca de 50 quilos, redução de 0,13%.
Cacau: Maior demanda: O cacau fechou em alta ontem na bolsa de Nova York, refletindo, mais uma vez, uma demanda elevada. Os contratos da amêndoa com vencimento em março subiram US$ 44, fechando a US$ 2.165 por tonelada. A trading holandesa Cocoanect estimou que o mercado global deve ser equilibrado nesta temporada, com forte demanda das indústrias processadoras, liderada pelo crescimento em locais de originação da amêndoa. A Cocoanect elevou sua estimativa para a produção da Costa do Marfim para 2,1 milhões de toneladas, diante dos recentes dados de entregas nos portos. No fim da safra, porém, a expectativa é de redução da produção por causa da seca, com a chegada dos ventos Harmattan ao oeste da África. Em Ilhéus, na Bahia, a arroba do cacau caiu R$ 1, para R$ 139, segundo a Seagri.
Algodão: Guerra comercial: Os contratos futuros de algodão caíram ontem na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em março fecharam a 78,68 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 20 pontos. Permanecem as expectativas com relação ao encontro entre os líderes dos EUA e da China na cúpula do G-20. Antes de embarcar para Argentina, onde será a reunião, Donald Trump afirmou que um acordo com o gigante asiático está próximo, mas que não há certezas de que seria interessante um novo trato. As declarações elevaram as incertezas nos mercados. Em paralelo, o petróleo fechou em alta em Londres e Nova York, tornando a fibra sintética mais competitiva. No mercado interno, o preço médio pago ao produtor na Bahia ficou em R$ 89,28 a arroba, segundo a associação de produtores local, a Aiba.
 

Soja: Novo acordo?: Após registrarem valorização expressiva na quartafeira, os contratos futuros de soja para entrega em março fecharam em US$ 9,005 por bushel em Chicago, baixa de 3,75 centavos. A atenção segue voltada às negociações entre China e EUA. Na manhã de ontem, antes de embarcar para a Argentina, Donald Trump afirmou que as tarifas cobradas da China estão enchendo os cofres americanos. No caso da soja, porém, dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) mostram que a demanda pelo grão americano segue fraca, reflexo direto da guerra comercial. Desde o início da safra até o dia 22, foram vendidas 23,3 milhões de toneladas, o menor volume desde 2011/12. No Brasil, o indicador Esalq/ BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 82,78, alta de 0,28%. (Valor Econômico 30/11/2018)