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Commodities Agrícolas

Açúcar: Petróleo e dólar: As cotações do açúcar fecharam em alta ontem na bolsa de Nova York em meio à valorização do petróleo e à queda do dólar. Os contratos do açúcar demerara com vencimento em maio subiram 7 pontos, para 13,02 centavos de dólar a libra-peso. Diante das perspectivas de corte na produção pela Arábia Saudita e Rússia, o petróleo subiu ontem, o que favorece a competitividade do etanol no Brasil. Com isso, as usinas podem preferir produzir o biocombustível em detrimento do açúcar na próxima safra, reduzindo a oferta. A queda do dólar ante várias moedas também sustentou as cotações em Nova York, já que desestimulam as exportações brasileiras. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 69,35 a saca de 50 quilos, alta de 1,2%.

Algodão: Após a trégua: Na esteira da trégua comercial entre os Estados Unidos e a China, os contratos futuros de algodão subiram ontem na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em março tiveram alta de 104 pontos, negociados a 79,95 centavos de dólar por libra-peso. No sábado, durante reunião da cúpula do G-20 em Buenos Aires, Donald Trump e Xi Jinping anunciaram uma trégua de 90 dias na disputa. O país asiático sinalizou que, nesse período, poderia aumentar as compras de produtos agrícolas americanos. No mercado global de algodão, os EUA são os maiores exportadores e a China, uma das maiores importadoras. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o algodão (com pagamento em 15 dias) ficou ontem em R$ 2,9682 por libra-peso, com valorização de 0,52%.

Milho: Alta em Chicago: Os desdobramentos da guerra comercial entre China e EUA mexeram com o mercado futuro de milho em Chicago ontem. Os negócios foram influenciados por uma onda de otimismo após a trégua anunciada pelos dois países. Os contratos com vencimento em março subiram 4,25 centavos de dólar, a US$ 3,82 o bushel. No último fim de semana, durante o G-20, o presidente dos EUA, Donald Trump, concordou em suspender, por 90 dias, o plano de aumentar a tarifa sobre produtos chineses num montante de US$ 200 bilhões, e o presidente chinês, Xi Jinping, comprometeu-se a aumentar "substancialmente" as compras de produtos americanos. No Brasil, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o milho ficou em R$ 37,54 a saca de 60 quilos, baixa de 0,71%.

Trigo: Efeito colateral: Embora o trigo não seja afetado pela disputa comercial entre Estados Unidos e China, a trégua entre os dois países, anunciada sábado no G-20, também acabou impulsionado o mercado futuro do cereal nas bolsas americanas. Em Chicago, os contratos com entrega em março subiram 5,50 centavos a US$ 5,2125 por bushel. Na bolsa de Kansas, os papéis com o mesmo vencimento subiram 6,25 centavos de dólar e fecharam a US$ 5,0650 por bushel. Além do otimismo provocado pela trégua na disputa comercial, os preços do trigo também foram sustentados pelo aumento de 64% nas exportações de trigo dos EUA na semana encerrada em 29 de novembro, conforme informou ontem o USDA. No Paraná, preço médio do trigo subiu 0,19%, a R$ 833,59 a tonelada, segundo o Cepea. (Valor Econômico 04/12/2018)