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Commodities Agrícolas

Açúcar: Petróleo e câmbio: As cotações do açúcar recuaram ontem na bolsa de Nova York com a alta do dólar ante o real e da queda do petróleo. Os papéis do demerara para maio caíram 15 pontos, a 12,82 centavos de dólar a libra-peso. As incertezas sobre o Brexit após adiamento da votação no Reino Unido turbinaram ao dólar, o que eleva a rentabilidade das exportações do Brasil. A baixa do petróleo ainda torna o etanol menos competitivo no Brasil. Há dias o preço do açúcar tem oscilado à deriva do petróleo, embora tenha encontrado alguma sustentação nos receios quanto ao potencial da produção global, como com a provável redução da safra na Índia, disse João Paulo Botelho, analista da consultoria FCStone. No país, o indicador Cepea/ Esalq para o açúcar cristal caiu 0,09%, a R$ 68,40 a saca de 50 quilos.

Suco de laranja: Aposta na baixa: Os contratos futuros de suco de laranja congelado e concentrado (FCOJ, na sigla em inglês) recuaram ontem na bolsa de Nova York. Os lotes com entrega em março caíram 300 pontos, cotados a US$ 1,3940 por libra-peso. Nos EUA, os fundos que investem nos contratos de suco seguem apostando na queda dos preços. Na semana encerrada em 4 de dezembro, os fundos tinham posição vendida líquida de 6,5 mil contratos, informou ontem a CFTC. No Brasil, maior produtor global, o Fundecitrus elevou em quase 0,9% a estimativa para a colheita no cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro. O órgão estimou que a colheita somará 275,7 milhões de caixas. Em São Paulo, a laranja para a indústria ficou estável, a R$ 22,13 por caixa, segundo o Cepea. Em todo o mês, houve queda de 0,81%.

Café: Recompra de posições: Um movimento técnico liderado por fundos que investem nos mercados futuros de commodities impulsionou a cotação do café arábica ontem. Na bolsa de Nova York, os lotes com vencimento em março subiram 105 pontos, a US$ 1,0515 por libra-peso. Com o movimento, os fundos buscam sair de posições consideradas "sobrevendidas". De acordo com a consultoria Zaner, os traders recompraram posições de café diante das preocupações com a tempestade tropical Usagi, que está se movendo em direção ao Vietnã, que está colhendo café. Teme-se que a produção do país não alcance as 30 milhões de sacas. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o café arábica ficou ontem em R$ 427,61 por saca, praticamente estável. No acumulado do mês, a queda é de 1,14%.

Trigo: Tensões globais: Em meio à apreensão dos investidores com o possível acirramento das tensões comerciais entre EUA e China, os preços do trigo recuaram ontem nas bolsas americanas. Em Chicago, os contratos futuros com vencimento em março caíram 6 centavos de dólar, cotados a US$ 5,2525 por bushel. Em Kansas, os papéis para o mesmo vencimento recuaram 1,75 centavo, para US$ 5,1025 por bushel. Além das preocupações com o cenário global, os investidores buscaram ajustar posições à espera do novo relatório de oferta e demanda do USDA, que será divulgado nesta terça-feira. A expectativa é que o órgão eleve a estimativa para o estoque final da commodity no fim da safra 2018/19. No Paraná, o preço médio do cereal ficou em R$ 826,33 por tonelada, queda de 0,93%, segundo o Cepea. (Valor Econômico 11/12/2018)