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Commodities Agrícolas

Cacau: Libra no radar: Os preços do cacau despencaram ontem em Nova York, em meio a incertezas globais, com a baixa da libra esterlina alimentando vendas em arbitragem com a bolsa de Londres. Os contratos com vencimento em março caíram US$ 90, a US$ 2.116 a tonelada. "Os preços do cacau continuam a enfrentar ventos contrários de mercado externos negativos", avaliou a consultoria Zaner Group. Os dados da colheita em andamento no oeste da África também pressionam o mercado, embora já se fale nas perspectivas negativas relacionadas aos ventos Harmattan. Em Camarões, os preços caíram para mínimas em um mês diante da disponibilidade elevada da amêndoa. Na Bahia, o preço médio ficou em R$ 146 a arroba, baixa de 0,7%, segundo a secretaria de agricultura local.

Soja: Apesar do USDA: As cotações da soja "desafiaram" novos dados de oferta e demanda divulgados pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) e subiram na bolsa de Chicago ontem. Os contratos para março fecharam a US$ 9,2825 por bushel, em alta de 5,5 centavos de dólar sobre a véspera. O relatório do USDA não trouxe alterações nas projeções para os EUA nesta safra 2018/19, mas embutiu um ajuste para cima na colheita brasileira que resultou em alta nos estoques finais globais (ver página B10). Ainda assim os preços registraram ganhos, em meio à volatilidade alimentada pelas disputas comerciais entre EUA e China. No Paraná, a saca de 60 quilos foi negociada, em média, por R$ 70,45, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado.

Milho: Projeções em linha: Estoques finais de milho em linha com as estimativas de analistas seguraram as quedas do grão ontem em Chicago. Os papéis com vencimento em março subiram 0,75 centavo de dólar, a US$ 3,8475 o bushel. A projeção para o estoque final global da safra 2018/19 foi elevada pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), para 308,8 milhões de toneladas, em linha com a estimativa de 308,4 milhões de toneladas. Apesar da expectativa em linha, o relatório do USDA estimou redução de milho usado para etanol, queda das importações dos EUA e maiores estoques finais. A perspectiva é que sejam usadas 50 milhões de bushels a menos para a produção de etanol de milho. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão ficou em R$ 36,64 a saca, baixa de 2,24%.

Trigo: Estoques fartos: Os preços do trigo fecharam em queda ontem na bolsa de Chicago, diante de um cenário de maior excedente nos Estados Unidos, reforçado por novos dados divulgados pelo Departamento de Agricultura do país (USDA). Os contratos para entrega em março caíram 4,25 centavos de dólar, a US$ 5,21 por bushel. O USDA reduziu sua estimativa para as exportações americanas de trigo, ao mesmo tempo em que aumentou sua projeção para os embarques da Rússia. Com isso, apontaram os números do USDA, os EUA tendem a encerrar a safra com estoques de passagem maiores. No Paraná, a saca de 60 quilos do cereal foi negociada, em média, pro R$ 45,69, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado. (Valor Econômico 12/12/2018)