Macroeconomia e mercado

Notícias

Commodities Agrícolas

Açúcar: Câmbio no radar: Na esteira da desvalorização do petróleo e da apreciação do dólar perante o real, os contratos futuros de açúcar demerara caíram na sexta-feira na bolsa de Nova York. Os lotes com entrega para maio fecharam o pregão cotados a US$ 12,75 por libra-peso, queda de 6 pontos ante a véspera. A queda dos preços do petróleo influencia as cotações do açúcar na medida em que pode afetar o preço da gasolina, e, por tabela, reduzir a competitividade do etanol no Brasil. Em tese, as usinas sucroalcooleiras do país podem direcionar mais cana para a produção de açúcar em detrimento do biocombustível. No mercado brasileiro, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal no Estado de São Paulo ficou em R$ 68,75 por saca de 50 quilos, uma variação negativa de 0,35%.

Café: Efeito dólar: A depreciação do real pressionou as cotações do café arábica na bolsa de Nova York sexta-feira. Os contratos futuros da commodity com vencimento em março recuaram 185 pontos, para US$ 1,0225 por libra-peso. Na sexta-feira, o dólar subiu 0,6%, cotado a R$ 3,9035. A alta da moeda americana refletiu as preocupações com a desaceleração da economia chinesa. As oscilações do câmbio têm um impacto direto nos preços do café. A alta da moeda americana estimula os exportadores do Brasil, maior produtor global, a vender mais. Na prática, os produtores podem obter uma mesma quantia em reais com menos dólares. No mercado brasileiro, indicador Cepea/Esalq para o café ficou em R$ 418,50 por saca de 60 quilos, retração de 0,36% ante a quinta-feira.

Milho: Mais demanda?: O rumor de que a China comprará volumes relevantes de milho dos Estados Unidos elevou as cotações do cereal na bolsa de Chicago na sexta-feira. Os contratos futuros com vencimento em março subiram 0,5 centavo de dólar, a US$ 3,8475 por bushel. Especulações no mercado indicam que os chineses anunciarão a compra de entre 10 milhões e 12 milhões de toneladas de milho dos EUA. "Esses rumores de compra da China de fato têm trazido algum suporte para as cotações do milho", disse o analista Vinícius Xavier, da INTL FCStone. Afora a expectativa com a China, os preços do cereal também subiram diante da demanda de países como o Japão. No mercado brasileiro, o indicador Esalq/ BM&FBovespa para o milho ficou em R$ 37,66 a saca, valorização de 0,99%.

Trigo: Ajuste técnico: Depois de dois pregões com altas expressivas, os preços de trigo cederam na bolsa de Chicago na sexta-feira. Os contratos futuros com vencimento em março caíram 6 centavos de dólar, a US$ 5,30 o bushel. A avaliação de analistas é que o trigo está caro e, portanto, pode cair, refletindo um ajuste técnico por parte dos fundos que investem no produto. Segundo o Commerzbank, o Egito, maior importador mundial, pagou US$ 242 a tonelada na quarta-feira pela remessa de trigo russo para fevereiro, preço mais alto desde dezembro de 2014. Além dos ajustes de posição dos fundos, a maior oferta na União Europeia também pressiona as cotações. No Paraná, o preço médio ficou na sexta-feira em R$ 846,48 por tonelada, ligeira alta de 0,15%, de acordo com levantamento do Cepea. (Valor Econômico 17/12/2018)