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Commodities Agrícolas

Açúcar: Às vésperas do Fed: Pelo quinta sessão consecutiva, os contratos de açúcar demerara recuaram ontem na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em maio fecharam a 12,60 centavos de dólar por libra-peso, queda de 15 pontos. Investidores seguem cautelosos antes de decisões de política monetária nos EUA marcadas para esta semana, incluindo a das taxas de juros do Federal Reserve. De acordo com a Dow Jones Newswires, o desenvolvimento das plantações de cana-de-açúcar na Tailândia e na Índia segue no radar. Nesses países, as chuvas diminuíram nas áreas de produção desde a Monção, o que implicou menos plantio de cana para a safra do próximo ano. No mercado brasileiro, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal no Estado de São Paulo ficou em R$ 68,80 a saca de 50 quilos, valorização de 0,07%.

Café: Superávit em foco: As cotações de café arábica voltaram a cair em Nova York ontem, refletindo novas projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Os contratos futuros com entrega para março recuaram 215 pontos, a US$ 1,001 a libra-peso. Na sexta-feira, o orgão estimou em 10,9 milhões de sacas o superávit mundial de café no safra 2018/19. A estimativa a produção do Brasil é de 63,4 milhões de sacas, um recorde. Se considerada a previsão de safra vietnamita, também recorde, significa que o superávit estimado pelo USDA é um dos mais altos entre as previsões de analistas e consultorias para o mercado de café, ressaltou o Commerzbank, em análise. No mercado brasileiro, o indicador Cepea/Esalq para o grão negociado em São Paulo ficou em R$ 414,53 por saca, queda de 0,95%.

Soja: Trégua especulativa: Os contratos futuros de soja subiram ontem na bolsa de Chicago, refletindo um ajuste de posições de fundos de investimentos. Os lotes com entrega para março encerraram o pregão a US$ 9,18 por bushel, alta de 4,25 centavos de dólar. De acordo com os dados mais recentes da Comissão de Negociação de Contratos Futuros de Commodities (CFTC), os gestores de recursos reduziram o saldo vendido nesse mercado em 37,1% entre os dias 4 e 11 de dezembro. Para o Commerzbank, a redução da aposta na queda reflete as tentativas de entendimento comercial entre EUA e China. No início do mês, os presidentes dos dois países anunciaram uma trégua. No mercado brasileiro, o indicador Esalq/ BM&FBovespa em Paranaguá ficou em R$ 81,03 a saca, desvalorização de 2,1%.

Trigo: Clima no radar: Temores de menor oferta pressionaram o mercado de trigo ontem nas bolsas dos EUA. Ontem, os papéis com vencimento em maio subiram 5,25 centavos de dólar na bolsa de Chicago, para US$ 5,4175 por bushel. Em Kansas, os papéis de mesmo vencimento subiram 4,25 centavos, a US$ 5,335 por bushel. Segundo a Dow Jones Newswires, o clima adverso na Rússia e na Argentina devem afetar a safra de trigo nesses países. Segundo a AgResource, espera-se que um fluxo de ar do ártico nos próximos dez dias crie um risco para as lavouras de trigo na Rússia, enquanto o excesso de chuva na Argentina poderá causar inundações que degradarão a área não colhida. No mercado interno, o preço médio no Paraná ficou em R$ 842,12 a tonelada, redução de 0,52%, segundo o Cepea. (Valor Econômico 18/12/2018)