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Commodities Agrícolas

Cacau: Oferta em queda: Sinais de enfraquecimento da oferta impulsionaram as cotações do cacau ontem em Nova York. Os papéis da amêndoa com vencimento em maio subiram US$ 41, a US$ 2.286 a tonelada. Entre 10 e 16 de dezembro, as entregas de cacau nos portos da Costa do Marfim somaram 70 mil toneladas, ante 78 mil toneladas no mesmo período da safra passada, segundo a consultoria Zaner Group. Essa foi a primeira semana em 11 em que as entregas vieram abaixo da temporada anterior. "Isso oferece evidência de que a oferta do oeste da África está enfraquecendo conforme a temporada seca na região se estabelece e os ventos Harmattan ganham força", indicou a consultoria. Na Bahia, o preço médio pago ao produtor ficou estável em R$ 151 a arroba, segundo a Secretaria de agricultura do Estado.

Café: Pressão do dólar: A valorização do dólar perante o real e a revisão para cima nas estimativas para a safra brasileira de café pressionaram as cotações do grão na bolsa de Nova York. Ontem, os contratos futuros de café arábica com vencimento em março recuaram 70 pontos, a 0,9940 por libra-peso. Trata-se do menor patamar desde 18 de setembro. De acordo com a mais nova estimativa da Conab, a colheita de café no Brasil, maior produtor global, somará 61,7 milhões de sacas na safra 2018/19, aumento de 3% ante a última projeção, de setembro. Na comparação com a safra passada (2017/18), o avanço é de 37,1%. No mercado brasileiro, o indicador Cepea/Esalq para o café arábica ficou ontem em R$ 413,37 por saca de 60 quilos, uma desvalorização de 0,28%. No acumulado de dezembro, o indicador registrou baixa de 4,43%.

Milho: À espera da China: À espera de uma encomenda chinesa expressiva de milho dos EUA, os preços do cereal subiram ontem na bolsa de Chicago. Os contratos futuros do cereal com vencimento em maio fecharam o pregão cotados a US$ 3,935 o bushel, valorização de 1,75 centavo de dólar. À Dow Jones Newswires, o analista Tom Pfitzenmaier, da corretora Summit, ponderou que a expectativa de menor demanda de milho para a produção de etanol nos EUA limita as cotações do cereal. Sendo assim, a efetivação das aquisições da China é fundamental para sustentar as cotações. "A demanda chinesa por milho dos EUA realmente ajudaria a situação do milho", disse. No mercado brasileiro, o indicador Esalq/ BM&FBovespa para o milho ficou ontem em R$ 37,39 por saca, desvalorização de 1,76%. No mês, a queda é de 1,11%.

Algodão: Menor demanda: Dados que sinalizaram uma menor demanda por algodão no mundo pressionaram as cotações da commodity ontem em Nova York. Os contratos para maio caíram 68 pontos, a 79,04 centavos de dólar a libra-peso. Segundo o Comitê Consultivo Internacional do Algodão (ICAC), a projeção para os estoques globais subiu 49 mil toneladas, para 18,16 milhões de toneladas. O consumo mundial em 2018/19 foi previsto em 26,72 milhões de toneladas, 81 mil toneladas a menos que no mês passado. "As tarifas impostas pela guerra comercial entre os EUA e China podem afetar a demanda têxtil", apontou o relatório. No mercado interno, o preço médio pago ao produtor na Bahia ficou em R$ 89,28 a arroba, segundo a associação de produtores local, a Aiba. (Valor Econômico 19/12/2018)