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Commodities Agrícolas

Cacau: Ressaca do Fed: Depois de dois dias de fortes altas, os preços do cacau recuaram ontem na bolsa de Nova York, em meio a um movimento de realização de lucros. Os contratos para maio fecharam a US$ 2.289 a tonelada, com queda de US$ 38. Um dia após a decisão do Federal Reserve de aumentar os juros dos EUA em 0,25%, os mercados financeiros passaram por ajustes, observaram analistas. No que diz respeito aos fundamentos, ventos secos e chuvas abaixo da média nas regiões produtoras da Costa do Marfim, maior produtor mundial, continuaram no radar, já que podem comprometer a produtividade das lavouras nos próximos meses. Em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, a arroba da amêndoa foi negociada, em média, por cerca de R$ 150, segundo a Central nacional de Produtores de Cacau.

Suco de laranja: Queda livre: Em um pregão sem novidades sobre os fundamentos de oferta e demanda, os contratos futuros de suco de laranja congelado e concentrado (FCOJ, na sigla em inglês) registraram forte baixa, na esteira de uma correção técnica. Os lotes da bebida com vencimento em março recuaram 500 pontos, a US$ 1,2990 por bushel. Com a forte desvalorização de ontem, os contratos romperam o piso de US$ 1,34 registrados das últimas sessões. No campo dos fundamentos, o cenário permaneceu o mesmo. As temperaturas na Flórida, no Estados Unidos, estão dentro da normalidade e o fim de semana deve ser seco. Para hoje, estão previstas chuvas na região dos pomares. No mercado brasileiro, o preço da caixa de laranja entregue à indústria ficou estável, em R$ 22,23, de acordo com levantamento do Cepea.

Algodão: Receio global: O receio dos investidores com a possível desaceleração da economia dos EUA pesou sobre as cotações do algodão na bolsa de Nova York. Ontem, os contratos futuros da pluma com vencimento em maio recuaram 154 pontos, cotados a 76,47 centavos de dólar por librapeso. Segundo analistas, as commodities em geral foram pressionadas em razão do comunicado do Fed (o Banco Central dos EUA), que alertou para os risco de desaceleração da economia mundial e americana. Nesse cenário, nem mesmo os dados semanais de contratos de exportação dos Estados Unidos, que mostraram um aumento de 8% nas vendas de algodão, evitaram a queda da cotação da commodity. No mercado brasileiro, o indicador Cepea/Esalq para o algodão ficou ontem em R$ 3,0697 por libra-peso, ligeira queda de 0,04%.

Soja: Posições desfeitas: Com os investidores especulativos buscando se desfazer de posições, os contratos futuros de soja recuaram na bolsa de Chicago ontem. Os lotes para março caíram 6,75 centavos, a US$ 9,0625 o bushel. Além do movimento dos fundos, a proximidade das festas de fim de ano esvaziou o pregão de grãos de Chicago. E nem mesmo o volume de vendas de soja americana na última semana criou a disposição de muitas negociações na bolsa. De acordo com relatório divulgado ontem pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), foram vendidas 2,835 milhão de toneladas de soja, maior volume do atual ano-comercial. No mercado doméstico, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a saca negociada no porto de Paranaguá (PR) caiu 1,71%, para R$ 80,11. (Valor Econômico 21/12/2018)