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Commodities Agrícolas

Café: Na onda: Puxados pelo movimento de alta da grande parte das commodities cotadas nas bolsas americanas, os contratos futuros de café arábica subiram ontem na bolsa de Nova York. Os lotes para maio subiram 110 pontos, fechando o pregão a US$ 1,0575 por libra-peso. Com o embalo das commodities, sobretudo do petróleo, os preços do café não foram afetados pelo dólar, que vinha ditando o ritmo das cotações. Ontem, o dólar subiu 0,46% ante o real. No campo dos fundamentos, não houve grandes novidades. O clima no Brasil, maior produtor e exportador global, segue dentro do esperado, e qualquer impacto potencial de um El Niño ainda está longe, afirmou um trader à agência Dow Jones Newswires. Em São Paulo, o indicador Cepea/Esalq para o café arábica caiu 0,5%, a R$ 405,63 por saca.

Cacau: Clima seco: Os preços do cacau retomaram ontem a trajetória de alta na bolsa de Nova York. Os contratos futuros da amêndoa com vencimento em maio subiram US$ 49, encerrando a sessão a US$ 2.447 por tonelada. O movimento de valorização da commodity, que foi interrompido na última sexta-feira em meio a ajustes de posição por parte dos fundos que investem na amêndoa, reflete o temor com a produção no oeste da África, principal polo produtor. De acordo com a consultoria Zaner Group, o clima seco pode prejudicar a produção de cacau no primeiro trimestre. No Brasil, o preço da amêndoa em Ilhéus (BA), importante região produtora da commodity no país, registrou desvalorização de 1,3% na segunda-feira, para R$ 149 a arroba, conforme levantamento da Secretaria de Agricultura do Estado da Bahia.

Algodão: Efeito petróleo: Na esteira da valorização do petróleo, o algodão subiu ontem na bolsa de Nova York. Os contratos futuros da pluma com entrega para maio subiram 16 pontos, a 74,10 centavos de dólar por libra-peso. De modo geral, a valorização do petróleo torna as fibras sintéticas mais caras à indústria de tecelagem, tornando as fibras de algodão mais competitivas. Desde a semana passada, os preços do petróleo vem registrando forte alta. Ontem, a cotação do petróleo WTI subiu 1,17%, a US$ 48,52 por barril, puxada por notícias sobre a redução da produção do combustível fóssil na Arábia Saudita. No mercado brasileiro, o indicador Cepea/Esalq para o algodão entregue em São Paulo ficou ontem em R$ 3,0032 por libra-peso, queda de 0,31%. No acumulado de janeiro, o indicador registra retração de 2,04%.

Soja: Falta de chuvas: A falta de chuvas nas lavouras de soja na região Sul do Brasil impulsionou as cotações da oleaginosa na bolsa de Chicago. Ontem, os contratos futuros de soja para março subiram 2,75 centavos de dólar, a US$ 9,2425 por bushel. Nas últimas semanas, consultorias agrícolas revisaram para baixo projeções para a safra brasileira de soja do ciclo 2018/19, que está em fase de colheita. "Apesar de os estoques mundiais de soja estarem em patamares recorde, a redução da safra da América do Sul está adicionado prêmios climáticos nos preços futuros. O ímpeto desta alta vai depender do volume de perdas reais", avaliou, em nota, a consultoria AgResource. No mercado brasileiro, o indicador Esalq/ BM&FBovespa para a soja no porto de Paranaguá, no Paraná, ficou ontem em R$ 77,37 por saca, queda de 0,86%. (Valor Econômico 08/01/2019)