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Commodities Agrícolas

Açúcar: No rastro do petróleo: Pelo terceiro pregão consecutivo, os contratos futuros de açúcar demerara subiram na bolsa de Nova York. Os lotes com entrega para maio encerraram a sessão a 13,01 centavos de dólar por libra-peso, valorização de 12 pontos. A alta da commodity ocorreu na esteira do petróleo, que vem subindo nos últimos dias. De maneira geral, petróleo mais caro pode tornar mais competitivo o etanol brasileiro, desestimulando a produção de açúcar. Além disso, os dias secos no Brasil podem afetar a próxima safra na região Centro-Sul. Na Índia, outro grande produtor, a safra pode terminar mais cedo devido à falta de cana para as usinas, conforme a consultoria Zaner Group. No mercado brasileiro, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 68,72 por saca, leve queda de 0,09%.

Algodão: Conexão Pequim: Assim como ocorreu com os preços da soja, os contratos futuros de algodão subiram impulsionados pelos sinais positivos das negociações comerciais entre China e EUA. Ontem, os contratos futuros da pluma com entrega para maio subiram 145 pontos, a 74,52 por libra-peso. O avanço nas conversas com Pequim pode favorecer os produtores de algodão dos Estados Unidos. A China é uma das maiores importadoras globais da commodity. Por outro lado, o analista Gary Raines, da consultoria Red Sky Economics, afirmou à agência Dow Jones Newswires que a suspensão parcial do governo dos EUA dificulta a análise do mercado, na medida em que dados de exportação não estão sendo divulgados. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para o algodão ficou em R$ 2,9791 a libra-peso, queda de 0,08%.

Soja: Paz comercial: As indicações de que a China deverá comprar mais produtos agrícolas dos Estados Unidos puxaram as cotações da soja na bolsa de Chicago. Os contratos futuros da oleaginosa com vencimento em março subiram 5,5 centavos de dólar, cotados a US$ 9,24 por bushel. Ontem, declarações de representantes dos EUA e da China, que concluíram a primeira rodada de negociações após a trégua comercial firmada pelos dois países em dezembro, deram sinais animadores para a retomada do fluxo comercial. "Progressos foram feitos em energia e agricultura, ajudando a dar algum suporte para as commodities", avaliou a consultoria Farm Futures. No mercado brasileiro, o indicador Esalq/ BM&FBovespa para a soja no porto de Paranaguá, no Paraná, ficou ontem em R$ 76,72 por saca, queda de 1,08%.

Trigo: Reação da demanda: A possível recuperação das exportações de trigo dos EUA impulsionou ontem as cotações do cereal. Em Chicago, os contratos futuros com vencimento em maio subiram 2,5 centavos de dólar, para US$ 5,26 por bushel. Na bolsa de Kansas, os papéis com o mesmo vencimento fecharam a US$ 5,1725 o bushel, valorização de 0,5 centavo de dólar. Sinalizando uma retomada da demanda, o Egito lançou na terça-feira um edital para a aquisição de 120 mil toneladas. Além disso, a rejeição da Argélia de uma carga de trigo argentino tende a beneficiar o produto dos EUA. "Isso pode empurrar as exportações de volta ao mercado dos EUA", observou a consultoria Zaner Group. No Brasil, o preço médio do trigo no Paraná ficou em R$ 862,87 por tonelada, alta de 0,2%, de acordo com levantamento do Cepea. (Valor Econômico 10/01/2018)