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Commodities Agrícolas

Açúcar: Movimento técnico: Um movimento técnico dos fundos que investem no mercado de commodities elevou as cotações do açúcar demerara na sexta-feira. Os contratos futuros com vencimento em maio fecharam a sessão a 12,92 centavos de dólar a libra-peso, valorização de 11 pontos. Conforme consultoria Zaner Group, os fundos se desfizeram de muitos contratos futuros de açúcar desde dezembro e, partir de agora, poderiam iniciar um movimento de compras, impulsionando os preços. Além disso, as previsões climáticas para a semana indicam tempo quente e com chuvas limitadas no Centro-Sul do Brasil, maior região produtora do país. Isso pode reduzir a umidade do solo necessária para o desenvolvimento das lavouras de cana. No mercado paulista, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal subiu 0,2%, a R$ 68,63 por saca.

Café: Oferta ampla: Os preços do café arábica fecharam em queda na bolsa de Nova York na sexta-feira. Os lotes com entrega prevista para maio recuaram 45 pontos, negociados a US$ 1,072 a libra-peso. A queda é um reflexo do excesso de oferta global, fator que deixa os compradores em situação confortável. A alta disponibilidade de café é sustentada pela perspectiva para a safra brasileira, que deve ser alta na safra 2019/20, apesar de ser um ano de bienalidade negativa. Segundo Gil Barabach, da consultoria Safras & Mercado, o mercado já precificou essa situação, mas tem se mostrado volátil em 2019 em razão da vulnerabilidade do câmbio e do petróleo. "As cotações só devem reagir se o dólar perder força", disse o analista. No mercado brasileiro, o indicador Cepea/Esalq para café arábica caiu 0,3%, para R$ 408,58 a saca.

Soja: No escuro: Em meio à ausência de estimativas do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), reflexo da paralisação parcial do governo americano, as cotações da soja subiram na última sexta-feira na bolsa de Chicago. Os contratos futuros do grão com vencimento em março se valorizaram 3,5 centavos de dólar, para US$ 9,1025 por bushel. Por conta da paralisação do governo dos Estados Unidos, que já dura mais de 20 dias, o USDA não divulgou o levantamento mensal de oferta e demanda de grãos. O relatório deveria ter sido publicado na sexta-feira. Além disso, o mercado segue sem detalhes sobre as negociações entre EUA e China para encerrar a disputa comercial. No mercado brasileiro, o indicador Esalq/BM&Bovespa para a soja entregue no porto de Paranaguá (PR) ficou estável, em R$ 76,01 por saca.

Trigo: Otimismo nos EUA: O otimismo dos investidores com as exportações de trigo dos EUA elevou as cotações do cereal na última sexta-feira nas bolsas americanas. Em Chicago, os contratos futuros com vencimento em maio subiram 5,25 centavos, a US$ 5,25 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o trigo de melhor qualidade, os papéis com o mesmo vencimento fecharam a US$ 5,16, alta de 6 centavos. Embora o Egito tenha acertado a importação de trigo russo, a Rússia cedo ou tarde terá que sair do mercado, e a demanda deve se voltar para os Estados Unidos, avaliou o estrategista sênior de mercado da RJO Futures, Stephen Davis. Analistas dizem que o trigo americano está mais barato do que o do Mar Negro, o que torna o produto competitivo. No Brasil, o preço médio no Paraná recuou 0,4%, para R$ 866,66 a tonelada, segundo o Cepea. (Valor Econômico 14/01/2019)