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Commodities Agrícolas

Café: Ampla oferta: A ampla oferta mundial de café arábica pressionou a commodity na bolsa de Nova York. Os contratos futuros com entrega para maio fecharam o pregão de ontem a US$ 1,0625 por libra-peso, desvalorização de 95 pontos. Apesar da perspectiva de redução da produção do Brasil na temporada 2019/20, em razão da bienalidade negativa da cultura, o volume a ser colhido é considerável. Ontem, a exportadora Comexim, com sede em Santos, elevou a projeção para a colheita de café (arábica e conilon) na temporada 2018/19, de 60,7 milhões de sacas para 63,05 milhões de toneladas. Para a safra 2019/20, a estimativa da empresa é que a colheita atinja 58,2 milhões de toneladas, queda de 7,7%. No mercado brasileiro, o indicador Cepea/Esalq para o café arábica ficou em R$ 407,67 por saca, retração de 0,2%.

Algodão: Sinais de Trump: Os sinais de que China e Estados Unidos podem chegar a um acordo comercial elevaram as cotações do algodão na bolsa de Nova York. Ontem, os papéis com vencimento em maio subiram 48 pontos, negociados a 74,51 centavos de dólar por libra-peso. Os preços da pluma subiram na esteira da declaração feita na segunda-feira pelo presidente dos EUA, Donald Trump. De acordo com ele, é possível chegar a um acordo com a China e acabar com a guerra comercial. O algodão foi diretamente afetado pela disputa entre os dois países. Devido ao conflito, a commodity produzida nas lavouras dos EUA foi sobretaxada por Pequim em 25%. No mercado brasileiro, o indicador Cepea/Esalq para o algodão com pagamento em oito dias ficou em R$ 2,9574 a libra-peso, queda de 0,21%. Em janeiro, o recuo já chega a 3,5%.

Soja: Peste e guerra: A menor demanda da China por soja derrubou o preço do grão ontem na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em março recuaram 6,75 centavos de dólar, fechando a sessão a US$ 9,035 por bushel. De acordo com dados do serviço aduaneiro do país asiático, as importações de soja caíram pela primeira vez desde 2011. No ano passado, a China comprou 88 milhões de toneladas, queda de 7,9% ante 2017. Segundo a consultoria Farm Futures, a redução da compras do país asiático é um reflexo da guerra comercial travada com os EUA e também do vírus da peste suína africana. A doença se espalhou rapidamente pelo plantel da China, que responde por 50% do consumo mundial de carne suína. No Brasil, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá caiu 0,4%, a R$ 75,67 a saca.

Trigo: Rússia competitiva: Os preços do trigo recuaram ontem na bolsa de Chicago devido à divulgação de dados da Rússia que reforçaram os sinais da forte competitividade do país no mercado global do cereal. Os contratos de trigo com vencimento em maio fecharam com queda de 5,25 pontos, negociados a US$ 5,1975 por bushel na bolsa de Chicago. Na bolsa de Kansas, onde é negociado o produto de maior qualidade, o contrato do trigo com o mesmo vencimento registrou queda de 5,75 pontos, para US$ 5,1025 o bushel. Segundo dados do governo russo, as exportações de trigo do país somaram 40,1 milhões de toneladas de janeiro a novembro, aumento de 39,6% ante igual período de 2017. No mercado brasileiro, o preço médio do trigo no Paraná ficou em R$ 860,96 a tonelada, queda de 0,6%, de acordo com o Cepea. (Valor Econômico 15/01/2019)