Macroeconomia e mercado

Notícias

Commodities Agrícolas

Algodão: Retomada: Em um pregão de recuperação para os mercados de commodities, os contratos futuros de algodão subiram na bolsa de Nova York. Os lotes com vencimento em maio subiram 82 pontos, encerrando a quarta-feira a 74,54 centavos de dólar por libra-peso. A alta do petróleo foi um dos fatores que impulsionou a cotação da pluma. A valorização do combustível fóssil pode elevar os preços das fibras sintéticas, tornando a fibra de algodão mais competitiva. Além disso, analistas da consultoria Zaner Group apontam uma arbitragem dos investidores com o mercado de grãos. O algodão concorre por área com soja e milho nos Estados Unidos. Ontem, as cotações dos grãos subiram na bolsa de Chicago. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para o algodão com pagamento em oito dias ficou estável em R$ 2,9446 por libra-peso.

Cacau: Fundamentos: Sinais de demanda forte e problemas de disponibilidade da oferta colaboraram para impulsionar os preços do cacau ontem na bolsa de Nova York, em um dia já marcado por ganhos no mercado de commodities. Os contratos futuros com vencimento em maio subiram US$ 45, a US$ 2.355 por tonelada. Na Europa, a moagem de cacau aumentou 1,6% no quarto trimestre de 2018. Na Malásia, houve aumento de 20%. Os analistas também esperam aumento entre 2% e 3% na moagem da América do Norte. No lado da oferta, pequenos exportadores da Costa do Marfim pediram adiamento de entrega de 70% dos contratos que deveriam ter sido cumpridos entre outubro e dezembro. Em Ilhéus, a arroba do cacau subiu R$ 2 ontem, para R$ 146, segundo dados da Secretaria de Agricultura da Bahia.

Milho: De carona: Os preços do milho acompanharam outras commodities agrícolas ontem e fecharam em alta. Na bolsa de Chicago, os lotes para maio subiram 2,5 centavos, negociados a US$ 3,8225 por bushel. A valorização reflete os movimentos técnicos de fundos. De forma geral, a paralisação parcial do governo dos EUA persiste e não há informações sobre exportações e produção da commodity, o que deixa os investidores no escuro. Por outro lado, relatório divulgado ontem pela agência de informações energéticas dos EUA apontou aumento de 51 mil barris na produção de etanol naquele país, para 1 milhão de barris na semana encerrada dia 11. O dado indica maior demanda pelo grão. No Brasil, o indicador Esalq/ BM&FBovespa ficou em R$ 38,23 por saca, queda de 0,08%. Em janeiro, a baixa acumulada é de 1,8%.

Trigo: Tempo seco: Diante da expectativa de tempo seco nas áreas produtoras nos Estados Unidos e seguindo o movimento de alta registrado por outras commodities, os contratos de trigo com vencimento em maio encerraram o pregão de ontem em alta de 2 centavos de dólar na bolsa de Chicago, a US$ 5,18 por bushel. Em Kansas, onde é negociado o produto de melhor qualidade, os papéis para maio subiram 0,25 centavo de dólar, cotados a US$ 5,0650 por bushel. Conforme a consultoria Farm Futures, a mudança do clima nos Estados Unidos deve dar suporte às cotações enquanto chuvas favorecem lavouras na Ucrânia e na Rússia. Além disso, a Jordânia acertou a aquisição de trigo duro dos EUA. No Brasil, o preço médio da tonelada no Paraná fechou ontem a R$ 866,2, alta de 0,41% de acordo com dados do Cepea. (Valor Econômico 17/01/2019)