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Commodities Agrícolas

Açúcar: Por Onda de otimismo: Os preços do açúcar subiram na sexta-feira na bolsa de Nova York, impulsionados por recompras de contratos após a queda da véspera e acompanhando a alta do petróleo. Os contratos com vencimento em maio fecharam a 13,16 centavos de dólar por libra-peso, em alta de 16 pontos. O petróleo registrou valorização na sexta-feira, bem como diversos outros ativos financeiros, em meio a um otimismo geral com o abrandamento das tensões entre Estados Unidos e China. A alta do petróleo permite que o etanol fique mais competitivo do que a gasolina no Brasil, onde as usinas podem optar por produzir mais o biocombustível em detrimento do açúcar. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal subiu 1,01%, para R$ 69,04.

Cacau: Decepção com moagem: Os contratos futuros do cacau fecharam em queda na sexta-feira na bolsa de Nova York, diante da decepção dos investidores com a moagem na América do Norte. Os contatos da amêndoa com vencimento em maio recuaram US$ 29, a US$ 2.340 a tonelada. Na noite de quinta-feira, a Associação Nacional dos Confeiteiros dos EUA informou que a moagem de cacau do quarto trimestre na América do Norte cresceu 1,25%, para 117,5 mil toneladas. A expectativa dos analistas era de um avanço de até 3%. "Foi o segundo trimestre seguido com um resultado positivo, mas o aumento ficou na faixa mais baixa das estimativas", observou, em nota, o Zaner Group. Em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, a arroba saiu, em média, por R$ 147,70, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Soja: Amigos novamente?: Especulações sobre uma postura mais flexível da China com os EUA e indicações de quebra de safra no Brasil alavancaram os preços da soja na sexta-feira na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em maio fecharam a US$ 9,30 o bushel, em alta de 9 centavos de dólar. A consultoria Farm Futures avalia que as preocupações com o tempo seco no Brasil oferecem mais suporte para o mercado. Também pode haver perdas na Argentina. As commodities em geral também ganharam força com a notícia de que a China teria proposto um aumento nas importações de produtos americanos para US$ 1 trilhão em seis anos. No Paraná, a saca de 60 quilos subiu 1,09% e foi negociada, em média, por R$ 67,54, segundo o Departamento de Economia Rural da Secretaria da Agricultura.

Milho: Demanda aquecida: A expectativa de aquecimento da demanda pelo milho americano fez com que as cotações fechassem em alta na sexta-feira na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em maio subiram 2 centavos de dólar, para US$ 3,90 o bushel. De acordo com Jack Scoville, analista da consultoria Price Futures Group, as perspectivas de maior demanda dos países asiáticos deram suporte à elevação dos preços. O grão americano, segundo ele, permanece competitivo no mercado mundial. Além disso, ele ressaltou que a demanda por etanol nos EUA começa a crescer na esteira da recuperação dos preços do petróleo, o que aumenta a demanda pelo cereal. Em Mato Grosso, a saca de 60 quilos tem sido negociada por cerca de R$ 20,80, segundo levantamento do Imea/Famato. (Valor Econômico 21/01/2019)