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Café: Desaceleração global: A preocupação diante de perspectivas de uma desaceleração da economia global e a valorização do dólar frente ao real pressionaram as cotações do café na bolsa de Nova York. O contrato com vencimento em maio fechou o pregão de ontem a US$ 1,0660, queda de 145 pontos (1,34%). Embora o câmbio seja um fator favorável às exportações brasileiras também contribui para um maior abastecimento global de café. Na avaliação de Jack Scoville, da consultoria Price Futures Group, o ritmo forte das exportações brasileiras deve começar a diminuir e a produção na safra 2019/20 deve atingir 52 milhões de sacas, ante 63 milhões de sacas em 2018/19. No mercado brasileiro, o indicador Cepea /Esalq encerrou o dia a R$ 412,64, a saca de 60 quilos de café arábica, queda de 1,11%.

Cacau: Múltiplas pressões: Os preços do cacau recuaram ontem na bolsa de Nova York, ante a onda de aversão ao risco que tomou conta de vários mercados e de notícias sobre os fundamentos. Os contrato para maio fecharam com recuo de US$ 59, a US$ 2.281 a tonelada. O escritório de meteorologia do governo da Austrália reduziu sua perspectiva de formação de El Niño para 50% de probabilidade até o fim deste ano. Por enquanto, novos relatos que circulam no mercado indicam a colheita de cacau segue avançando em bom ritmo no oeste da África. Além disso, os receios com o desaquecimento da economia global indicam que a demanda por chocolate também pode desaquecer. Em Ilhéus, o preço médio caiu R$ 3,2, para R$ 144,50 a arroba, de acordo com a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Soja: Impasse EUA: China Toda a empolgação em torno das conversas entre Estados Unidos e China, que pareciam avançar, desmanchou-se ontem no ar. O governo de Donald Trump cancelou uma reunião com autoridades chinesas, que vinham mostrando disposição em aumentar as compras de produtos americanos, o que animava os investidores da soja. Diante do novo impasse, os contratos da oleaginosa para entrega em maio negociados na bolsa de Chicago caíram 7,25 centavos, a US$ 9,2275 o bushel. Colaborou também para a queda das cotações o clima negativo que tomou conta dos mercados em geral ontem, após o FMI reduzir suas estimativas para o crescimento global, muito em função da desaceleração da China. No Paraná, a saca subiu 0,18%, para R$ 68,39, de acordo com o Deral, da Seab.

Trigo: Sinais positivos: A sinalização de que as exportações americanas de trigo podem ganhar impulso levou os contratos futuros do cereal a fecharem em alta ontem na bolsa de Chicago. Os contratos para maio encerraram o pregão a US$ 5,27 por bushel, alta de 3,5 centavos (0,67 %). Em Kansas, onde é negociado o trigo de maior qualidade, os papéis também com vencimento em maio fecharam a US$ 5,1875, em alta de 0,67%, ou também 3,5 centavos. A intenção da Rússia de estreitar os controles para a exportação pode fazer com que compradores se voltem à oferta americana. Até o momento, porém, os embarques americanos de trigo seguem fracos. No mercado brasileiro, o preço médio do trigo no Paraná ficou em R$ 868,81 por tonelada, alta de 0,51% segundo dados do Cepea/ESALQ. (Valor Econômico 23/01/2019)