Macroeconomia e mercado

Notícias

Commodities Agrícolas

Açúcar: Déficit global: As cotações do açúcar se descolaram do mercado do petróleo e fecharam em alta ontem na bolsa de Nova York, em meio às perspectivas de deficit global. A barreira dos 13 centavos de dólar a libra-peso, contudo, não foi rompida. Os contratos do açúcar demerara para maio fecharam a 13,08 centavos de dólar a libra-peso, alta de 2 pontos. A consultoria F.O. Licht atualizou suas estimativas de oferta e demanda global e elevou sua previsão de déficit para 1,9 milhão de toneladas nesta safra internacional 2018/19, iniciada em outubro. Outras consultorias começam a prever demanda maior que a produção por causa da redução da produção na Índia e na União Europeia. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal subiu 0,09%, para R$ 69,05.

Algodão: Recuperação parcial: As cotações do algodão subiram ontem na bolsa de Nova York e recuperaram parte das perdas da véspera. Os contratos com vencimento em maio fecharam com recuo de 32 pontos, a 74,85 centavos de dólar a libra-peso. Na terça-feira, a queda de 1% foi determinada pela perspectiva mais pessimista do FMI para o crescimento global. A ausência de novas informações sobre a safra 2019/20 nos Estados Unidos também dá suporte às cotações. A paralisação parcial do governo americano e a demora de os EUA chegarem a um acordo com a China continuam no radar. Mas Jack Scoville, analista do Price Futures Group, realçou que a menor oferta global ainda dá suporte aos preços. No oeste da Bahia, a arroba saiu, em média, por R$ 89,28, segundo a Aiba.

Soja: À espera de um acordo: Sem novidades concretas sobre um possível armistício entre China e Estados Unidos, os contratos da soja terminaram o pregão de ontem em alta em Chicago. Os papéis com vencimento em maio subiram 6 centavos de dólar, a US$ 9,2875 o bushel. Rumores de que Washington teria rejeitado uma proposta de acordo com a China no curto prazo exercem pressão sobre a commodity, mas a perspectiva de que a safra brasileira será menor que a esperada oferece suporte. "O período de seca [que prejudica a soja] também pode ter um impacto negativo no plantio da segunda safra milho do Brasil e no crescimento inicial das plantas", avaliou o Commerzbank, em relatório. No Paraná, a saca de 60 quilos subiu, em média, 1,23%, para R$ 69,23, de acordo com o Deral.

Trigo: EUA puxam alta: A expectativa de aumento da demanda pelo trigo dos Estados Unidos voltou a puxar a alta das cotações da commodity na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em maio encerraram o pregão de ontem a US$ 5,3175 o bushel, alta de 4,75 centavos de dólar. Na bolsa de Kansas, onde é negociado o produto de maior qualidade, os papéis com o mesmo vencimento fecharam a US$ 5,2425 o bushel, em alta de 5,50 centavos de dólar. De acordo com a consultoria Farm Futures, os contratos continuam a ser impulsionados por rumores de uma menor produção russa e preços mais competitivos do produto americano. Também há expectativa de menor área neste ano nos EUA. No mercado brasileiro, o preço médio no Paraná ficou em R$ 868,27 a tonelada, alta de 0,06%, segundo o Cepea. (Valor Econômico 24/01/2019)