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Commodities Agrícolas

Café: Clima no Brasil: O clima começa a chamar atenção do mercado e a puxar para cima as cotações de café arábica na bolsa de Nova York, mesmo com o dólar em alta. O contrato do grão para maio encerrou o pregão ontem a US$ 1,0845, alta de 180 pontos. Embora os preços tenham sido pressionados pelo aumento da oferta mundial nos últimos dias, Thiago Cazarini, corretor da Cazarini Trading Company, salienta que o mercado está atento ao menor volume de chuvas e à temperatura mais elevada neste mês no Brasil, maior produtor e exportador da commodity. "Essa alta no mercado futuro pode se refletir em uma valorização de R$ 10 a R$ 15 no mercado doméstico", avaliou o corretor. O indicador de café arábica do Cepea/Esalq fechou ontem a R$ 418,21 a saca de 60 quilos, alta de 1,02%.

Cacau: Reversão em NY: Os preços do cacau subiram ontem na bolsa de Nova York depois de uma sequência de quedas, impulsionados por uma onda de compras e por receios com o tempo seco no oeste da África. Os contratos da amêndoa com vencimento em maio fecharam com elevação de US$ 10, a US$ 2.289 a tonelada. Nos pregões anteriores, as cotações vinham sendo pressionadas pelo temor de que uma desaceleração global atingisse as vendas de chocolate. Porém, essa pressão encontrou um limite, já que o barateamento dos contratos atraiu compradores. Além disso, traders voltaram a prestar atenção nas previsões de mais dias secos no oeste da África. Em Ilhéus (BA), o preço médio do cacau subiu R$ 1,50, para R$ 145 a arroba, de acordo com a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Soja: Foco na América do Sul: Os preços da soja fecharam em leve alta ontem na bolsa de Chicago, sustentados pelas perspectivas de produção menor no Brasil. Os contratos com vencimento em maio subiram 1 centavo de dólar, para US$ 9,2975 por bushel. Segundo a consultoria Farm Futures, os preços permanecem ancorados em notícias climáticas da América do Sul, de olho no desenvolvimento das safras brasileira e argentina. Ontem, o Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral) reduziu em quase 12% as projeções de produção para o Estado. Também ontem o Conselho Internacional de Grãos (IGC) reduziu sua previsão para a colheita global para 363 milhões de toneladas. No Paraná, a saca de 60 quilos subiu, em média, 0,09%, para R$ 69,29, de acordo com informações do Deral.

Trigo: Incertezas no radar: As cotações do trigo fecharam em queda ontem nas bolsas americanas, diante da incerteza sobre um acordo entre China e EUA e da falta de informações derivada da paralisação parcial do governo americano. Na bolsa de Chicago, os papéis com vencimento em maio fecharam a US$ 5,2825, em queda de 3,50 centavos de dólar. Em Kansas, onde é negociado o produto de maior qualidade, o mesmo vencimento encerrou a sessão a US$ 5,2100, recuo de 3,25 centavos de dólar. Ontem, o Conselho Internacional de Grãos (IGC) elevou a estimativa para a produção mundial de trigo em 2018/19, para 737 milhões de toneladas. No mercado brasileiro, o preço médio do cereal no Paraná fechou ontem a R$ 871,04 por tonelada, alta de 0,32% segundo levantamento do Cepea/ESALQ. (Valor Econômico 25/01/2019)