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Commodities Agrícolas

Açúcar: Maior produção: As cotações do açúcar apresentaram queda relevante na sexta-feira em Nova York. Os papéis do açúcar demerara com vencimento em maio caíram 52 pontos, a 12,59 centavos de dólar a libra-peso. De acordo com a Dow Jones Newswires, a baixa está relacionada a uma parada na compra de fundos de investimentos. De acordo com relatório de João Paulo Botelho, da consultoria INTL FCStone, a possível que a paridade entre o açúcar e o etanol no Brasil limita o potencial de alta do adoçante, uma vez que uma relação muito favorável à commodity pode incentivar o aumento de sua produção pelas usinas locais, reduzindo assim o déficit global. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 69,41 a saca de 50 quilos, alta de 1,09%.

Algodão: Petróleo puxa alta: As cotações do algodão acompanharam o petróleo e fecharam em alta na sexta-feira na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em maio encerraram a sessão a US$ 75,57 centavos de dólar por libra-peso, alta de 98 pontos. No entanto, traders avaliam que ainda levará tempo até que China retire as tarifas sobre os produtos agrícolas americanos, o que começa a frustrar o mercado em um cenário de falta de informações sobre a produção e exportação da pluma nos EUA, diz a consultoria Zaner Group. Pesquisa da Farm Futures sinaliza que a área de algodão nos Estados Unidos deverá crescer 4,1% na safra 2019/20. No oeste baiano, a arroba da pluma foi negociada, em média, por R$ 89,28, segundo a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

Soja: Quebras no radar: Com o investidor atento ao clima na América do Sul, os contratos da soja terminaram em alta no pregão de sexta-feira em Chicago. Os papéis com vencimento em maio subiram 9,25 centavos de dólar, a US$ 9,39 o bushel. De acordo com a consultoria AgRural, as chuvas irregulares e as temperaturas elevadas de janeiro devem levar novos cortes nas estimativas de produção. A consultoria já reduziu em 4,5 milhões de toneladas a perspectiva para a safra brasileira, para 116,9 milhões de toneladas. Na Argentina, a Bolsa de Cereales alertou para perda de produtividade em decorrência de alagamentos em algumas regiões do cinturão agrícola. No Paraná, a saca de 60 quilos do grão subiu para R$ 69,70, em média, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).

Milho: De olho na demanda: Seguindo o movimento observado no mercado de soja, os contratos de milho também fecharam em alta na sexta-feira em Chicago. Os papéis para maio subiram 3,25 centavos de dólar, a US$ 3,8875 o bushel. Segundo Jack Scoville, da consultoria Price Futures Group, a ausência de notícias sobre a demanda por milho dos EUA deixa o mercado sem diretrizes. Contudo, os preços do grão americano ainda parecem competitivos. Por outro lado, a produção de etanol - que também utiliza o milho como matéria-prima - caiu nos Estados Unidos. Os estoques do combustível no país cresceram para 23,5 milhões de barris na semana encerrada em 18 de janeiro. No Paraná, a saca de 60 quilos do milho subiu para R$ 29,57, em média, de acordo com informações do Deral. (Valor Econômico 28/01/2019)