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Commodities Agrícolas

Cacau: Oferta africana: A oferta ainda elevada de cacau no oeste da África voltou a pressionar os preços da amêndoa na bolsa de Nova York. Ontem, os papéis para maio fecharam em queda de US$ 38, cotados a US$ 2.213 a tonelada. As compras de cacau do governo de Gana alcançaram, do início da safra até 17 de janeiro, 591,3 mil toneladas, ante 558,4 mil toneladas no mesmo período da safra passada, segundo nota da consultoria Zaner Group. O volume de cacau nos portos da Costa do Marfim também estão maiores nesta safra. Além disso, previsões meteorológicas indicam que deve chover no oeste da África nos próximos dias, o que reduz temores de quebra da safra intermediária. Na Bahia, o preço médio pago ao produtor ficou em R$ 141 por arroba, baixa de 2%, segundo a Central Nacional de Produtores.

Café: Produção brasileira: Ainda com o clima em foco, as cotações de café fecharam em queda ontem na bolsa de Nova York. A expectativa é de oferta ainda elevada do grão do Brasil em 2019/20, após a safra recorde de 2018/19. Os papéis do café arábica para maio fecharam a US$ 1,0530 por libra-peso, queda de 45 pontos. As chuvas registradas no fim de semana no Brasil devem beneficiar as lavouras de café e diminuem a chance de perdas na produção do grão. A redução das perspectivas iniciais de exportações divulgada pelo Vietnã, porém, podem ajudar os papéis a retomar a trajetória de alta, avaliou em relatório diário consultoria Zaner Group. No mercado brasileiro, o indicador Cepea/Esalq para o café arábica negociado no Estado de São Paulo ficou em R$ 411,55 a saca de 60 quilos, uma valorização de 0,20%.

Milho: Acordo no radar: Os preços do milho subiram ontem na bolsa de Chicago em meio ao otimismo em relação ao avanço das negociações comerciais entre a China e os Estados Unidos. Os contratos do grão com entrega para maio fecharam em alta de 3,75 centavos de dólar, negociados a US$ 3,8975 por bushel. Os dois países retomaram as negociações ontem. O país asiático tende a ser um comprador mais efetivo do produto americano nos próximos meses e já indicou que pode importar milho em caso de acordo com Washington, disse a consultoria Zaner Group, em nota. Além das negociações com a China, sinais de demanda firme pelo milho americano reforçaram o movimento de alta da commodity. No mercado doméstico, o indicador Esalq/ BM&FBovespa ficou ontem em R$ 39,54 por saca, desvalorização de quase 0,3%.

Trigo: Clima congelante: As cotações do trigo avançaram ontem na bolsa de Chicago devido à chegada de uma massa polar nos EUA, o que está derrubando as temperaturas em regiões produtoras. Os papéis do cereal para maio subiram 3 centavos de dólar, a US$ 5,1675 o bushel. No Kansas, onde é negociado o trigo de maior qualidade, os papéis também para maio subiram 2 centavos, a US$ 5,12 o bushel. De acordo com a consultoria Farm Futures, as temperaturas devem ficar abaixo de zero grau em áreas de lavouras que estão sem a cobertura de neve no leste das Grandes Planícies americanas. Em Illinois, importante produtor de grãos dos EUA, as temperaturas podem oscilar entre -28º C e -40º C. No Brasil, o preço médio no Paraná ficou ontem em R$ 886,03 a tonelada, valorização de 1,8%, conforme levantamento do Cepea. (Valor Econômico 31/01/2019)