Macroeconomia e mercado

Notícias

Commodities Agrícolas

Cacau: Chuvas na África: Os preços do cacau fecharam no campo negativo ontem na bolsa de Nova York, em meio à rolagens de posições dos fundos e diante da previsão de retorno de chuvas para áreas produtoras no oeste da África. Os papéis para entrega em maio fecharam com recuo de US$ 13, cotados a US$ 2.250 a tonelada. A agência Meteorologix previu chuvas e tempestades moderadas para as áreas produtoras da África Ocidental no fim de semana, o que deve afastar os ventos Harmattan, do deserto do Saara, e pode favorecer o desenvolvimento das lavouras para a safra intermediária. Os últimos dados de entregas da Costa do Marfim reforçam o cenário de oferta elevada. No mercado interno, o preço do cacau em Ilhéus subiu R$ 1,30, para R$ 141 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Café: Melhora climática: O clima no Brasil, aliado a movimentos técnicos, motivou a queda das cotações do café ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em maio fecharam a US$ 1,0795 a libra-peso, em baixa de 70 pontos. As chuvas registradas em regiões produtoras brasileiras nos últimos dias diminuíram as preocupações que vinham sendo geradas pelo tempo seco e as altas temperaturas ao longo de janeiro. Mas Micheal Seery, da Seery Futures destacou, em nota, que as chuvas em Minas Gerais, principal Estado produtor no país, foram de apenas 5 milímetros na última semana, ou 13% da média histórica, o que ainda alimenta alguma preocupação. No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade ficou entre R$ 400 e R$ 410, segundo o Escritório Carvalhaes.

Soja: Descanso chinês: As cotações da soja registraram leves ganhos ontem em Chicago, já que o feriado do Ano Novo Chinês manteve investidores ausentes das negociações. Ainda assim, o ânimo com novas indicações sobre a demanda chinesa pelo grão americano ofereceram alguma sustentação às cotações. Os lotes para entrega em maio subiram 1,75 centavo, a US$ 9,3425 o bushel. Para analistas, faltam motivos para uma direção mais firme aos preços. Na segunda e na terça-feira, os chineses compraram dos americanos um total de 3,1 milhões de toneladas. Na semana passada, o vice-premiê chinês, Liu He, disse que o país compraria 5 milhões de toneladas de soja dos Estados Unidos. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a soja em Paranaguá subiu 0,26%, para R$ 77,22 a saca.

Milho: Produção incerta: Compras técnicas incentivadas por receios quanto à oferta de milho sustentaram os preços do grão ontem na bolsa de Chicago. Os lotes para maio fecharam com elevação de 1,5 centavo de dólar, a US$ 3,89 o bushel. A alta teve relação com expectativas que apontam para uma safra menor em 2018/19 nos EUA, o que deve reduzir os estoques finais da temporada. A perspectiva foi comentada pela consultoria Farm Futures e pode se confirmar com o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na sextafeira, 8. Ainda de acordo com a consultoria, no Brasil o clima seco pode impactar a segunda safra, cuja semeadura está em andamento. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o milho caiu 0,3%, para R$ 39,55 a saca. (Valor Econômico 06/02/2019)