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Commodities Agrícolas

Açúcar: Perspectiva de alta: As cotações do açúcar registraram ligeira alta ontem em meio a dúvidas sobre o tamanho da safra mundial. Os contratos de açúcar demerara com vencimento em maio fecharam com alta de 5 pontos na bolsa de Nova York, a 12,89 centavos de dólar por libra-peso. De acordo com Matheus Costa, analista da consultoria INTL FCStone, as perspectivas são de altas maiores no curto prazo, já que a demanda global pelo produto deve superar a oferta na safra 2019/20. "Na Ásia, a colheita deve ser menor e, no Brasil, o incremento de produção não irá suprir o crescimento de importações [de outros países]", afirmou o analista, reforçando que a tendência de curto prazo é de elevação. No mercado brasileiro, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal recuou ontem 0,81%, para R$ 69,70 por saca.

Café: Clima e demanda: A preocupação com o clima no Brasil e sinais de demanda aquecida elevaram as cotações do café arábica na bolsa de Nova York. Os lotes para maio fecharam a quarta-feira a US$ 1,0855 por libra-peso, valorização de 60 pontos. Ontem, também saíram novos estimativas da Colômbia, grande exportadora. De acordo com a Federação Colombiana de Café, a produção do país cresceu 14,6% em janeiro ante o mesmo mês de 2018, somando 1,3 milhão de sacas. Além disso, as exportações aumentaram 14,3%. A Organização Internacional de Café (OIC) também divulgou ontem o indicador de preços, que mostrou alta de 8,2% no primeiro mês do ano ante ao mesmo mês de 2018. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o café arábica ficou em R$ 420,46 a saca de 60 quilos, valorização de 0,47%.

Soja: Pequim vai às compras: A confirmação de novos contratos de exportação de soja dos Estados Unidos à China contribuiu para elevar os preços do grão na bolsa de Chicago. Ontem, os contratos futuros da oleaginosa com vencimento em maio fecharam a sessão negociados a US$ 9,3575 por bushel, alta de 1,5 centavo de dólar. De acordo com relatório divulgado ontem pelo USDA, exportadores americanos fecharam contrato para o embarque de 600 mil toneladas à China. As vendas ao país ocorrem na esteira do avanço das conversas entre Washington e Pequim por um acordo comercial. Apesar da reação positiva ontem, o Commerzbank ponderou que não é o caso de euforia, dado que as negociações ainda estão em curso. No porto de Paranaguá (PR), o indicador Esalq/BM&Bovespa ficou em R$ 77,20 a saca, ligeira queda de 0,03%.

Milho: Ajustes pré USDA: Diante de ajustes na posições dos fundos, os preços do milho tiveram leve queda ontem na bolsa de Chicago. Os lotes para maio caíram 1 centavo de dólar, a US$ 3,88 por bushel. O mercado aguarda o novo relatório de oferta e demanda do USDA, a ser divulgado sexta-feira. Há apostas de aumento nas projeções para a Argentina, tendo em vista que a safra passada foi fortemente prejudicada por problemas climáticos. De acordo com Daniele Siqueira, analista da consultoria AgRural, isso deve pressionar as cotações, porque o aumento da estimativa para a produção argentina deve ser relevante, de 42,5 milhões para 45 milhões de toneladas. Para os EUA, a expectativa é que o USDA reduza a projeção de colheita. No Brasil, o indicador Esalq/ BM&FBovespa para o grão subiu 0,96%, para R$ 39,93 a saca. (Valor Econômico 07/02/2019)