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Commodities Agrícolas

Açúcar: Doces altas: Os preços do açúcar demerara tiveram avanço expressivo ontem na bolsa Nova York, na esteira da alta do petróleo. Os contratos com vencimento em maio registraram alta de 23 pontos e encerraram o pregão cotados a 13,23 centavos de dólar a libra-peso. No último pregão, de sexta-feira, os papéis já haviam subido 58 pontos, fechando a 13 centavos de dólar a libra-peso. Para o analista Bruno Lima, da consultoria INTL FCStone, as recentes altas do petróleo têm tornado o etanol mais competitivo que a gasolina, e o açúcar segue o embalo da valorização. "Como as usinas não conseguem travar o preço do etanol, o açúcar se fortalece como opção", diz. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq do açúcar cristal apresentou queda de 2,03%, para R$ 67,45 a saca de 50 quilos.

Algodão: Climas secos: Os preços do algodão subiram ontem na bolsa de Nova York, ante receios sobre a oferta. Os contratos para maio registraram alta de 33 pontos, a 72,19 centavos de dólar a libra-peso. Na Índia, o clima seco favorece a colheita, enquanto na Austrália a estiagem estressa as plantações. Uma agência do governo australiano cortou a projeção da produção do país em 42%. Segundo Tobin Gorey, do Commonwealth Bank, citado pela agência Dow Jones Newswires, a expectativa era de um corte ainda maior. Apesar desses receios, os investidores guardam certo otimismo com avanços nas negociações entre Estados Unidos e China. No mercado doméstico, o preço da pluma com pagamento em oito dias apurado pelo Cepea/Esalq teve queda de 0,23%, para R$ 2,9313 a libra-peso.

Milho: Oferta cresce: As cotações do milho caíram ontem na bolsa de Chicago em meio à oferta global elevada. Os lotes para maio fecharam a US$ 3,78 por bushel, queda de 4,75 centavos. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), a Ucrânia deve colher volume recorde do grão na safra 2018/19, de 35 milhões de toneladas, 45,2% mais que no ciclo 2017/18. A projeção inclui a produção da Crimeia. Os investidores aguardam o avanço das conversas entre Estados Unidos e China. Delegações dos dois países se reúnem nesta semana e são esperados anúncios de mais compras agrícolas, segundo Tomm Pfitzenmaier, da Summit Commodity Brokerage, citado pela agência Dow Jones Newswires. No Brasil, o indicador de milho Esalq/BM&FBovespa ficou em 41,64 a saca, elevação de 1,44%.

Trigo: Produto encalhado: As cotações do trigo tombaram ontem nas bolsas americanas diante de mais sinais de fraca demanda pelo cereal americano. Na bolsa de Chicago, os contratos para maio recuaram 14,75 centavos, para US$ 4,9225 o bushel. Na bolsa de Kansas, onde se negocia o trigo de melhor qualidade, os lotes para maio recuaram 16,25 centavos, a US$ 4,6825 o bushel. A expectativa de que a menor oferta russa daria mais espaço ao cereal americano não está se confirmando. "Mesmo que os EUA tenham preços competitivos no mercado global, os compradores estão repassando as ofertas devido às altas taxas de frete", disse Karl Setzer, da Citizens Elevator, à agência Dow Jones Newswires. No mercado interno, o preço apurado pelo Cepea/Esalq no Paraná caiu 0,2%, para R$ 901,94 a tonelada. (Valor Econômico 20/02/2019)