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Commodities Agrícolas

Açúcar: Firmeza na alta: Em uma tendência que já dura quatro pregões, os preços do açúcar fecharam em alta ontem na bolsa de Nova York. Os contratos do demerara para maio subiram 15 pontos, encerrando a sessão cotados a 13,38 centavos de dólar a libra-peso. O movimento surpreende analistas porque, desde que as cotações ultrapassaram o patamar dos 13 centavos de dólar a libra-peso, os preços não recuaram, como era previsto. O mercado não foi pressionado pelo novo dado de produção da Índia, que segue elevada. Segundo a Associação Indiana de Usinas de Açúcar, a produção do início da safra até 15 de fevereiro no país somou 21,9 milhões de toneladas, alta anual de 7,7%. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal apresentou queda de 0,24%, para R$ 67,29 a saca de 50 quilos.

Café: À espera das chuvas: Os preços do café subiram ontem na bolsa de Nova York, em uma ligeira recuperação em relação à queda do dia anterior. Os papéis para maio fecharam a US$ 1,0140 a libra-peso, alta de 55 pontos. O mercado aguarda sinais de como será a safra brasileira 2019/20, que está em fase de desenvolvimento nas lavouras. Em relatório, a consultoria Pharos disse que está chovendo bastante em Minas Gerais nos últimos dias - exceto na região de Caparaó, na Zona da Mata mineira, onde as médias estão inferiores a 2017. Chuvas regulares até o fim de março podem contribuir para o bom desenvolvimento dos cafezais, após as altas temperaturas e o menor volume de chuvas registrados em janeiro. No mercado doméstico, o indicador do Cepea para o arábica ficou em R$ 402,51 a saca, queda de 0,15%.

Milho: Negociações em foco: O milho voltou a subir ontem na bolsa de Chicago. Os contratos do cereal para maio fecharam a sessão negociados a US$ 3,795 por bushel, alta de 1,5 centavo de dólar. O movimento foi uma leve correção após a alta de 4,75 centavos de dólar da terça-feira. Para o analista Shawn Hackett, presidente da consultoria Hackett Financial Advisors, as negociações entre EUA e China são decisivas para ditar os próximos passos do mercado. "Estamos otimistas com as negociações, mas, caso elas não ocorram, acredito numa queda dos preços até o patamar de US$ 3,55 por bushel", afirmou. Hoje e amanhã, autoridades chinesas e americanas se reúnem em Washington para continuar as negociações comerciais. No Brasil, o indicador Esalq/BM&FBovespa ficou em R$ 41,43 a saca, baixa de 0,5%.

Trigo: Demanda em baixa: Ao contrário dos demais grãos negociados na bolsa de Chicago, o trigo fechou o pregão de ontem em queda. O movimento deu continuidade à baixa de terça-feira, quando o cereal caiu 14,75 centavos de dólar. Ontem, os papéis para maio retraíram 8 centavos, a US$ 4,8425 o bushel. Em Kansas, os papéis para o mesmo mês recuaram 10,25 centavos, a US$ 4,5800 o bushel. Segundo o analista Ben Buckner, da consultoria ARC Mercosul, a pressão está atrelada à baixa demanda pelo cereal americano. "O frete é caro para o sudeste asiático, que prefere comprar da Rússia ou da Ucrânia. Além disso, o frio e a neve dificultam a chegada dos trens com a mercadoria aos portos", afirmou. No Brasil, o preço médio no Paraná ficou em R$ 903,91 a tonelada, alta de 0,22%, segundo o Cepea. (Valor Econômico 21/02/2019)