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Commodities Agrícolas

Açúcar: Efeito Twitter: Na esteira das cotações do petróleo, os contratos futuros de açúcar demerara registraram ontem forte queda na bolsa de Nova York. Os lotes com entrega para maio fecharam o pregão a 13 centavos de dólar por libra-peso, desvalorização de 30 pontos. As cotações do adoçante foram influenciadas pelas declarações do presidente dos Estados Unidos, que derrubaram as cotações do combustível fóssil. "Os preços do petróleo estão altos demais. Opep, por favor, relaxe e vá com calma. O mundo não pode pagar o preço", disse Donald Trump, no Twitter. Na prática, o petróleo mais barato pode desestimular produção de etanol no Brasil, deixando mais cana para a fabricação de açúcar no país. Em São Paulo, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal caiu 0,96%, a R$ 66,91 por saca. Em fevereiro, a queda é de 3,28%.

Café: Peso brasileiro: A perspectiva positiva para a oferta de café pressionou as cotações do grão na bolsa de Nova York. Ontem, os contratos futuros da espécie arábica com entrega para maio recuaram 15 pontos, cotados a 99,85 centavos de dólar por libra-peso. "A produção não diminuiu em outros países e no Brasil, apesar de ser ano de bienalidade negativa, as perspectivas até o momento são favoráveis para a produção", afirmou Guilherme Morya, analista do Rabobank. De acordo com ele, o tamanho da safra brasileira retira o suporte para uma alta dos preços da commodity no curto prazo. Além disso, o clima nas regiões produtoras de café do Brasil melhorou, com chuvas dentro da média histórica. No mercado de São Paulo, o indicador Cepea/Esalq para o café arábica ficou ontem em R$ 401,42 a saca de 60 quilos, retração de 0,55%.

Cacau: Demanda incerta: Em meio a incertezas sobre a demanda por chocolate, os contratos futuros de cacau negociados na bolsa de Nova York registaram queda no pregão de ontem. Os papéis para maio fecharam a sessão a US$ 2.256 por tonelada, desvalorização de US$ 32. Em relatório, a consultoria Zaner apontou ontem que as cotações da amêndoa têm oscilado bastante nos últimos dias devido a incertezas tanto do lado da oferta quando da demanda. Na Costa do Marfim, maior produtor mundial da commodity, o clima seco pode afetar a produção da amêndoa. Em Camarões, ainda há dúvidas sobre o impacto dos episódios de violência na principal área produtora sobre a oferta. No mercado brasileiro, o preço médio da amêndoa em Ilhéus, na Bahia, ficou em R$ 146 por arroba, queda de 0,7%, segundo a Secretaria de Agricultura.

Trigo: Concorrência russa: As preocupações com a demanda pelo trigo dos Estados Unidos pressionaram as cotações na bolsa de Chicago. Ontem, os contratos futuros com vencimento em maio fecharam a sessão cotados a US$ 4,7275 o bushel, queda 19 centavos de dólar. Em Kansas, onde é negociado o produto de maior qualidade, os lotes para maio fecharam a US$ 4,5025 o bushel, queda de 15,75 centavos. De modo geral, o aumento da demanda de países como Nigéria e Egito pelo trigo da Rússia é motivo de preocupação nos Estados Unidos. "Embora o trigo dos EUA ainda seja competitivo, é pouco provável que a situação se mantenha no próximo ano comercial", disse Andrew Sowell, analista do Departamento de Agricultura dos EUA. No Paraná, o preço médio ficou em R$ 906,01 por tonelada, valorização de 0,2%, segundo o Cepea. (Valor Econômico 26/02/2019)