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Commodities Agrícolas

Cacau: Colheita acelerada: A colheita de cacau no oeste da África está acelerada, e a velocidade das entregas nos portos traz reflexos para os preços. Segundo o Commerzbank, na Costa do Marfim, os volumes entregues de outubro a fevereiro superam em 8% os recebidos na safra anterior. Em Gana, o adiantado é de 11%. Na bolsa de Nova York, os lotes para maio caíram US$ 66 ontem e fecharam a US$ 2.247. Na primeira projeção para a safra 2018/19, divulgada ontem, a Organização Internacional do Cacau estimou relação global mais confortável entre oferta e demanda, com superávit de oferta de 39 mil toneladas. A produção deve crescer 3,2%, para 4,8 milhões de toneladas. No mercado interno, o preço médio ficou em R$ 146 por arroba em Ilhéus e Itabuna, de acordo com a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Café: Maré de baixa: Depois de um respiro em meio à maré de baixas, o café arábica voltou a cair em Nova York. Os papéis para maio fecharam a 98,45 centavos de dólar a libra-peso, em queda de 50 pontos. A onda é fruto do aumento de oferta do grão a nível global e, na opinião do executivo chefe da Olam Internacional, Sunny Verghese, deve se estender até o fim do primeiro semestre de 2019 - a não ser que o clima inverta a maré. "Hoje o excedente de café é estimado em 9 milhões de sacas, mas pode cair para 5 milhões de sacas caso o clima quente e seco na América Central e do Sul prejudique as lavouras nesta safra", disse. No Brasil, a falta de chuvas se deu no mês de janeiro. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o café arábica ficou em R$ 396,68 a saca de 60 quilos, queda de 0,18%.

Soja: Tensões permanecem: O mercado americano amanheceu cauteloso ontem. Primeiramente, por causa do fim prematuro da cúpula EUA-Coreia do Norte. Em segundo lugar, pela condenação da China pela Organização Mundial do Comércio em processo aberto pelos EUA contra o pagamento de subsídios a produtores chineses - o que mexeu com o humor na bolsa Chicago. Os papéis da soja para maio caíram 6,5 centavos, a US$ 9,1025 o bushel. A demanda chinesa pela soja americana também continuou tímida. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), na semana de 15 e 21 de fevereiro, o país comprou 1,82 milhão de toneladas, de um total de 2,19 milhões de toneladas. No porto de Paranaguá (PR), o indicador Esalq/BM&Bovespa ficou em R$ 77,36 a saca, queda de 0,65%.

Milho: Pressão global: As cotações do milho caíram ontem na bolsa de Chicago, em dia de aversão ao risco nos mercados globais. Os papéis para maio caíram 3 centavos, a US$ 3,7075 o bushel. Apesar disso, a demanda pelo cereal está aquecida. As exportações americanas na semana de 15 a 21 de fevereiro, somaram 1,24 milhão de toneladas, com o México respondendo por 396,4 mil toneladas, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Doug Bergman, da RCM Alternatives, afirmou que o milho é o único grão em Chicago com "boas chances" de ter aumento de preços. "A única razão para otimismo é com o milho nos EUA, que tem boas perspectivas de demanda", disse. No Brasil, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o milho subiu 1,15%, a R$ 42,33 a saca. (Valor Econômico 01/03/2019)