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Commodities Agrícolas

Soja: Demanda chinesa: Os preços da soja caíram na sexta-feira na bolsa de Chicago, reagindo ao novo relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Os contratos para maio recuaram 6,75 centavos de dólar, fechando a US$ 8,9575 o bushel. O USDA elevou a estimativa para os estoques globais no fim da temporada 2018/19, a 107,17 milhões de toneladas, o que ajudou a pressionar as cotações. O ajuste se deveu ao corte na projeção para a demanda da China, que agora foi estimada em 105 milhões de toneladas. Em fevereiro, o órgão previa mais de 106 milhões de toneladas. A estimativa para as exportações americanas, por sua vez, foram mantidas pelo USDA. No porto de Paranaguá (PR), o indicador Esalq/BM&Bovespa para a saca de soja ficou em R$ 78,64, queda de 0,38%.

Trigo: Na contramão: Apesar da divulgação do novo relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) não ter trazido informações "altistas" para as cotações do trigo, os contratos futuros do cereal subiram na sexta-feira nas bolsas americanas. Em Chicago, os lotes com entrega para maio tiveram alta de 1,25 centavos de dólar, a US$ 4,395 por bushel. Em Kansas, onde é negociado o trigo de melhor qualidade, os papéis para maio subiram 3,25 centavos, para US$ 4,3075 por bushel. No relatório de sextafeira, o USDA manteve a projeção para o estoque mundial do cereal ao fim da safra 2018/19 em 270,53 milhões de toneladas. No mercado interno, o preço apurado pelo Cepea/Esalq no Paraná subiu 0,03%, para R$ 904,07 a tonelada. No Rio Grande do Sul, o preço médio ficou estável, a R$ 821,49 por tonelada.

Café: Reação: Depois de recuar fortemente em meio à pressão exercida pela alta do dólar ao longo da última semana, os contratos futuros de café arábica reagiram na última sexta-feira na bolsa de Nova York, refletindo também o movimento do câmbio. Os lotes com entrega para maio subiram 165 pontos, fechando a 98,50 centavos de dólar por libra-peso. Na sexta-feira, a moeda americana se desvalorizou ante o real. A apreciação da moeda brasileira reduz o estímulo às exportações de café do Brasil, principal produtor global. Com isso, as cotações tendem a subir na bolsa. Além disso, as perspectivas de redução da oferta do grão no Vietnã também contribuíram para a alta da commodity. No mercado brasileiro, o indicador Cepea/Esalq para o café arábica ficou em R$ 403,09 por saca na sexta-feira, valorização de 0,45%.

Suco de laranja: Oferta americana: A maior oferta de laranja nos Estados Unidos pressionou as cotações do suco na bolsa de Nova York na última sexta-feira. Os contratos futuros de suco de laranja congelado e concentrado (FCOJ, na sigla em inglês) com vencimento em maio recuaram 40 pontos, negociados a US$ 1,1615 a libra-peso. Na sexta-feira, o Departamento de Agricultura dos EUA reafirmou a estimativa de uma colheita de 77 milhões de caixas de laranja no Estado americano da Flórida, principal polo produtor do país, na safra 2018/19. Trata-se de um aumento de 71% ante a temporada anterior. Para os EUA como um todo, o órgão promoveu um ligeiro aumento na estimativa de colheita. No mercado brasileiro, o preço da laranja destinada à indústria ficou estável na última sexta-feira, em R$ 21,93 a caixa, de acordo com levantamento do Cepea. (Valor Econômico 11/03/2019)