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Commodities Agrícolas

Soja: Traders cansados: Os preços da soja recuaram ontem na bolsa de Chicago, apesar da notícia de novas compras do produto americano pela China. Os lotes com vencimento em maio fecharam em baixa de 5,75 centavos de dólar, a US$ 8,9 o bushel. A falta de um acordo entre Washington e Pequim pressiona as cotações, ainda que os chineses tenham comprado mais 926 mil toneladas de soja dos EUA, de acordo com dados do Departamento de Agricultura do país. O analista Tomm Pfitzenmaier, da corretora Summit Commodity Brokerage, afirmou que os traders estão cansados de notificações pontuais. No mercado brasileiro, a colheita da oleaginosa no ciclo 2018/19 chegou a 57% da área semeada no país, informou a consultoria AgRural. O indicador de soja Esalq/BM&FBovespa ficou em R$ 77,96, retração de 0,86%.

Trigo: Ecos do USDA: Os preços do trigo registram forte queda ontem nas bolsas americanas, refletindo um cenário mais pessimista para a demanda pelo produto dos Estados Unidos. Em Chicago, os contratos com vencimento em maio caíram 11 centavos de dólar e fecharam a US$ 4,285 o bushel. Em Kansas, onde é negociado o trigo de melhor qualidade, os lotes com igual vencimento caíram 10,5 centavos, a US$ 4,2025 o bushel. Na última sexta-feira, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou estimativas menores para as exportações americanas do cereal, agora projetadas em 26,26 milhões de toneladas, ressaltou, em nota, a consultoria Zaner Group. No mercado doméstico, o preço apurado pelo Cepea/Esalq para o Rio Grande do Sul subiu 1,45%, para R$ 833,37 a tonelada.

Café: Superávit à vista: O cenário de ampla oferta global de café pressionou as cotações da commodity na bolsa de Nova York. Ontem, os lotes de café arábica com vencimento em maio recuaram 130 pontos, fechando a 97,20 centavos de dólar por libra-peso. Segundo o diretor da trading Comexim USA, Rodrigo Costa, mesmo com atual safra de bienalidade negativa no Brasil, o maior produtor e exportador global, o déficit mundial (relação entre produção e demanda) será pequeno. Na próxima safra (2020/21), de bienalidade positiva, a produção deverá superar a demanda. Nesse cenário, o executivo projeta um superávit mundial de 6 milhões de sacas na próxima safra, o que pressiona as cotações da commodity. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o café arábica ficou ontem em R$ 401,91 por saca, uma desvalorização de 0,29%.

Algodão: Peso da oferta: Com a perspectiva de aumento de oferta no horizonte, as cotações do algodão caíram ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em julho recuaram 19 pontos, fechando a 74,44 centavos de dólar a libra-peso. Na sexta-feira, a produção mundial de algodão foi estimada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em 25,88 milhões de toneladas na safra 2018/19, volume 0,37% maior do que o previsto em fevereiro. O incremento é justificado pela expectativa de uma maior produção da pluma no Brasil, que deve aumentar a área plantada nesta safra. Os estoques mundiais também foram revisados para cima pelo USDA. No mercado doméstico, o preço da pluma com pagamento em oito dias apurado pelo Cepea/Esalq teve alta de 0,69%, a R$ 2,9364 a libra-peso. (Valor Econômico 12/03/2019)