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Commodities Agrícolas

Açúcar: Déficit global: Os preços do açúcar ficaram estáveis na bolsa de Nova York no pregão de ontem. Os contratos futuros com vencimento em julho fecharam a 12,54 centavos de dólar a libra-peso. Em evento realizado pela consultoria Datagro em Ribeirão Preto (SP), a trading francesa Sucden divulgou ontem novas projeções para a produção global na safra internacional 2019/20. A trading estimou um déficit superior a 4 milhões de toneladas no ciclo que começa em outubro. O déficit reflete, sobretudo, a menor produção de açúcar na Índia. O enxugamento na oferta indiana deverá ser provocado pela dificuldade do país em liquidar os seus elevados estoques domésticos, por meio de um aumento nas exportações. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo recuou 1,11%, para R$ 67,60 a saca de 50 quilos.

Café: No embalo do dólar: O dólar mais estável perante o real ajudou a sustentar as cotações do café arábica na bolsa de Nova York. Ontem, os contratos futuros da commodity com vencimento em maio subiram 165 pontos, a 97,65 centavos de dólar por libra-peso. De acordo com o analista Geordie Wilkes, chefe de pesquisas da trading Sucden International, o câmbio deve impactar significativamente as cotações do café nos próximos meses. "A força do real dependerá da efetividade do governo de Jair Bolsonaro", avaliou. Ontem, o Cecafé divulgou novos dados das exportações brasileiras de café. Em fevereiro, os embarques aumentaram 36% na comparação anual, totalizando 3,4 milhões de sacas. Em São Paulo, o indicador Cepea/Esalq para o café da espécie arábica ficou em R$ 398,22 por saca, uma valorização de 0,67%.

Soja: Ecos do milho: Na esteira de rumores sobre compras de milho dos Estados Unidos pela China, os contratos futuros de soja subiram ontem na bolsa de Chicago. Os lotes da oleaginosa para maio tiveram alta de 4 centavos de dólar, a US$ 9,01 o bushel. Segundo a consultoria ARC Mercosul, relatos apontam para a compra de 3 milhões de toneladas de milho pelos americanos. A aquisição seria mais um sinal de evolução nas negociações por um acordo comercial entre Estados Unidos e China, o que amenizou as preocupações com as declarações dadas na terça-feira pelo representante de comércio dos EUA, Robert Lighthizer. Ele chegou a dizer que não abriria mão de represálias se Pequim não honrar o acordo comercial. Em Paranaguá (PR), o indicador Esalq/BM&Bovespa ficou em R$ 77,82 a saca, valorização de 0,95%.

Trigo: De volta às baixas: O suspiro do preço do trigo foi efêmero e, após a alta da terça-feira, as cotações voltaram a cair ontem. Em Chicago, os lotes para maio fecharam o pregão a 4,4725 o bushel, queda 5,75 centavos de dólar. Em Kansas, onde é negociado o cereal de melhor qualidade, a baixa foi de 6 centavos de dólar, para 4,3675 por bushel. De acordo com o analista Élcio Bento, da consultoria Safras & Mercado, a alta vista anteontem foi um "ajuste de preços" que não altera a tendência de baixa. Por outro lado, Roberto Sandoli, da consultoria FCStone, avaliou que o movimento de queda das cotações do trigo pode ser uma precipitação. "Ainda precisamos de um mês para entender melhor o risco climático da safra", disse. No Paraná, o preço do trigo caiu ontem 0,09%, a R$ 906,43 por tonelada, de acordo com levantamento do Cepea. (Valor Econômico 14/03/2019)