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Commodities Agrícolas

Açúcar: Ajuste de carteira: Em meio à desvalorização do dólar e a movimentos técnicos dos fundos que investem em commodities, os contratos futuros de açúcar demerara subiram na sexta-feira na bolsa de Nova York. Os lotes com entrega para julho fecharam a sessão a 12,68 centavos de dólar a libra-peso, alta de 11 pontos. De forma geral, a queda do dólar desincentiva as vendas de açúcar do Brasil e, no plano macro, impulsiona investimentos de maior risco, como em commodities. Conforme Henrique Akamine, gerente de análise de mercado da trading Czarnikow, a queda dos preços do açúcar na sexta-feira também refletiu o "balanceamento das carteiras" dos fundos. No mercado brasileiro, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 69,10 por saca na sexta-feira, alta de 0,85%. No mês, a valorização é de 4,5%.

Cacau: De novo, o Brexit: A indefinição sobre o processo de saída do Reino Unido da União Europeia segue pressionando os preços do cacau na bolsa de Nova York. Os europeus são grandes consumidores de chocolate e a bolsa de Londres é uma importante referência para as cotações do cacau no mundo. Em Nova York, os contratos futuros para julho recuaram US$ 16 na sexta-feira, a US$ 2.212 por tonelada. Na quinta-feira passada, os parlamentares pediram o adiamento da saída da UE, de 29 de março para 30 de junho. Nesta semana, o Parlamento britânico votará, pela terceira vez, os termos do acordo com os europeus. O legislativo rejeita a hipótese de um novo plebiscito sobre o Brexit ou a saída sem um acordo. Em Ilhéus (BA), o preço da arroba do cacau ficou em R$ 148,00, de acordo com a Secretaria de Agricultura do Estado.

Soja: Enfim, um acordo?: Os preços da soja subiram na bolsa de Chicago na sexta-feira, amparados pelo discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o avanço das negociações com a China, que sinalizou a proximidade do acordo comercial entre os dois países. Os lotes da oleaginosa com entrega para julho subiram 10,75 centavos de dólar, para US$ 9,23 por bushel. Trump afirmou que o país está "indo muito bem" nas negociações com os chineses. Segundo o boletim diário da consultoria ARC Mercosul, foram aprovadas, pelo parlamento chinês, leis que abrem a economia para investimentos externos, trazendo alterações nas políticas de proteção intelectual, uma vitória para os americanos. No porto de Paranaguá, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja subiu 0,77%, a R$ 78,73 por saca.

Milho: Sinais de Trump: Os preços do milho subiram na última sexta-feira em Chicago, acompanhando os demais grãos. O movimento se deu em resposta às notícias do avanço das tratativas entre EUA e China e à queda do dólar. Os lotes de milho para julho subiram 2,75 centavos de dólar, cotados a US$ 3,8225 o bushel. Na última sexta-feira, Donald Trump disse que os EUA estão "indo muito bem" nas tratativas comerciais com os chineses. "Estamos conseguindo o que precisamos, e de forma relativamente rápida", avaliou o mandatário americano. No mesmo dia, o parlamento chinês aprovou leis que abrem a economia para investimentos externos, trazendo alterações também nas políticas de proteção intelectual. No Brasil, o preço do milho caiu 1,07% na sexta-feira, a R$ 39,61 por saca, segundo o indicador Esalq/BM&FBovespa. (Valor Econômico 18/03/2019)