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Commodities Agrícolas

Açúcar: Voo de galinha: Após subirem por sete pregões consecutivos, os preços do açúcar demerara caíram ontem na bolsa de Nova York. Os papéis do demerara para julho recuaram 5 pontos, a 12,96 centavos de dólar a libra-peso. Segundo Bruno Lima, coordenador de açúcar e etanol da consultoria INTL FCStone, o movimento foi um ajuste técnico. Para ele, mesmo as altas dos últimos dias não colocaram o açúcar num novo patamar. "Os preços vinham muito baixos e as altas, com variações muito pequenas, não representaram uma grande recuperação. Somente no pregão de segunda-feira houve uma cobertura mais forte de posições dos fundos e alguma reação", afirmou. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq do açúcar cristal caiu 1,45%, para R$ 68,10 a saca de 50 quilos.

Algodão: Panorama de baixa: As cotações do algodão subiram ontem em Nova York, sustentadas pela queda do dólar ante as principais divisas e pela alta do petróleo. Os lotes da pluma para julho tiveram alta de 31 pontos e encerraram o pregão a 76,72 centavos de dólar a libra-peso. Do lado dos fundamentos, o Rabobank destacou que o mercado deve ter atenção ao aumento de oferta da commodity e ao arrefecimento da demanda. O consumo deverá aumentar 2,3% na safra 2018/19. Apesar da alta, o percentual é inferior ao observado no ciclo anterior (5,7%), em razão do forte recuo nas compras da Turquia. Nos Estados Unidos, a área deverá ser ampliada na safra 2019/20, para 5,2 milhões hectares. No Brasil, o preço da pluma com pagamento em oito dias apurado pelo Cepea/Esalq caiu 0,66%, para R$ 2,9115 a libra-peso.

Soja: Promessas vazias?: Depois de oscilar para cima e para baixo, a soja fechou em queda ontem em Chicago. Sonny Perdue, secretário de agricultura do país, disse à Bloomberg na segunda-feira que a China poderia triplicar as compras de produtos agrícolas dos EUA, mas a falta de um acordo concreto pressionou os preços. Os papéis para julho caíram 1,75 centavo de dólar, a US$ 9,1750 o bushel. Do lado dos fundamentos, é esperada uma elevação na oferta de soja no ciclo 2018/19. Segundo o Rabobank, a safra sul-americana deverá chegar a 180 milhões de toneladas, 6% mais que no último ciclo - o que, somado à redução na demanda chinesa por soja e farelo, implicará em aumento nos estoques globais. No porto de Paranaguá (PR), o indicador Esalq/BM&Bovespa ficou em R$ 77,81 a saca, queda de 0,92%.

Trigo: De novo, em queda: O trigo fechou em queda ontem na bolsa de Chicago. Os lotes para julho foram cotados a US$ 4,6275 o bushel, queda de 0,75 centavo de dólar. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, o trigo fechou a US$ 4,45, queda de 1 centavo de dólar. O mercado se mantém atento às projeções para a próxima safra (2019/20) e às condições climáticas nos Estados Unidos, onde o excesso de neve e inundações pode prejudicar o potencial produtivo do cereal de inverno. Na semana passada, colaborou para a recuperação dos preços em Chicago a notícia de compra de 55 mil e 70 mil toneladas de trigo pela sul-coreana MFG Korea, dedicada à fabricação de ração. No Brasil, o preço apurado pelo Cepea/Esalq no Paraná caiu 0,5%, para R$ 901,34 a tonelada. (Valor Econômico 20/03/2019)