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Commodities Agrícolas

Cacau: Otimismo com Brexit: Com notícias favoráveis ao Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia), o cacau registrou alta ontem em Nova York. Os lotes para julho subiram US$ 16 e fecharam a US$ 2.235 por tonelada. Ontem, o Parlamento britânico decidiu tirar da primeira-ministra britânica, Theresa May, o controle sobre o processo do Brexit. Assim, espera-se que surjam alternativas à proposta de acordo negociada por ela e já rejeitada duas vezes pelo Parlamento. Os legisladores se mostram indecisos quanto a manter laços estreitos com a UE ou adotar uma rota segura e rápida para o Reino Unido deixar o bloco. May defendia a segunda opção. Em Ilhéus, a amêndoa ficou em R$ 147,40 arroba, alta de R$ 2,40 ante sexta-feira (último dado disponível), segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Algodão: Clima americano: O clima chuvoso nos Estados Unidos está sustentando os preços do algodão na bolsa de Nova York. Os papéis para julho subiram 27 pontos ontem e fecharam a 78,78 centavos de dólar por libra-peso. O valor é o maior para um contrato de segunda posição desde 18 de dezembro. Segundo o analista Éder Silveira, da consultoria FCStone, é esperado um aumento na umidade do solo nas áreas dedicadas à cultura nos EUA em função de chuvas constantes, o que pode atrasar o plantio. "Esse cenário dá suporte às cotações e já se reflete na posição dos fundos, que chegaram a ficar vendidos e retomam posição mais comprada, também pelo avanço da entressafra", disse. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em oito dias caiu 0,06%, para R$ 2,9354 a libra-peso.

Soja: No aguardo: As incertezas em relação às tratativas entre Washington e Pequim e a possível ampliação da área de soja nos Estados Unidos no ciclo 2019/20 pressionaram as cotações do grão na bolsa de Chicago ontem. Os contratos da oleaginosa para julho caíram 5,75 centavos de dólar, a US$ 9,1425 o bushel. Nesta semana, autoridades americanas terão outra rodada de negociações em Pequim e, na semana que vem, uma delegação chinesa irá a Washington, o que gera expectativa por um acordo concreto. Na sexta-feira, deve ser publicado o relatório de intenção de plantio nos EUA do departamento de agricultura do país (USDA), que poderá trazer aumento da previsão para a área de soja e redução na área de milho. No Brasil, o indicador Esalq/BM&FBovespa caiu 0,72%, para R$ 78,36 a saca de 60 quilos.

Trigo: Ajuste para baixo: Os contratos futuros de trigo encerraram o pregão em Chicago praticamente estáveis ontem, apenas com um ajuste técnico após o cereal recuperar parte das perdas na semana passada. Os lotes para julho fecharam a US$ 4,745 o bushel, queda de 0,5 centavo de dólar. Na bolsa de Kansas, onde é negociado o trigo de maior qualidade, os papéis fecharam a US$ 4,51 o bushel, recuo de 6,5 centavos de dólar. Segundo o analista Andrey Sizov, da consultoria russa SovEcon, os preços têm encontrado suporte na demanda aquecida, tanto pelo produto europeu quanto pelo americano. A Gasc, estatal do Egito responsável pela compra de alimentos, recebeu 16 ofertas em leilão, o que também indica oferta confortável. No Paraná, a tonelada recuou 0,20%, para R$ 900,24, segundo o Cepea. (Valor Econômico 27/03/2019)