Macroeconomia e mercado

Notícias

Commodities Agrícolas

Açúcar: Dólar pressiona: Os preços do café caíram na bolsa de Nova York ontem, após duas altas consecutivas na semana, pressionados, mais uma vez, pelo aumento da oferta e pela alta do dólar ante o real. Os contratos com vencimento em julho tiveram queda de 150 pontos e fecharam a 96,45 centavos de dólar a libra-peso. Ontem, o real caiu ante o dólar e teve um dos piores desempenhos dentre as moedas emergentes. Com o dólar fortalecido, tendem a aumentar às exportações de café do Brasil, o que pressiona as cotações. Em relatório diário, a consultoria Zaner Group afirmou que os preços voltaram a cair em função da perspectiva de aumento de oferta do grão no Brasil e no mundo. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos ficou em R$ 394,11, alta de 0,32%.

Algodão: Indústria chinesa: Em meio a um cenário de baixo desempenho industrial na China, os preços do algodão caíram na bolsa de Nova York ontem. Os lotes da pluma com vencimento em julho registraram queda de 86 pontos, e encerraram o pregão a 77,92 centavos de dólar por librapeso. O governo chinês informou ontem que o lucro das empresas industriais do país caiu 14% nos dois primeiros meses do ano em relação ao mesmo período de 2018. Os dados são do Escritório Nacional de Estatísticas chinês. O desempenho demonstra o enfraquecimento da indústria chinesa, uma das maiores compradoras de algodão no mundo, o que pode se refletir em menor demanda pela pluma. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq, com pagamento em oito dias, caiu 0,12%, para R$ 2,9319 a libra-peso.

Soja: Oferta sul-americana: Os preços da soja caíram ontem na bolsa de Chicago diante de notícias de vendas robustas de Brasil e Argentina, favorecidas pelo câmbio, e da falta de um acordo comercial entre EUA e China. Os lotes para julho recuaram 13,25 centavos de dólar, fechando a US$ 9,01 o bushel. Segundo o analista Tarso Veloso, da consultoria ARC Mercosul, a desvalorização do real e do peso argentino ante o dólar aumentaram a competitividade da soja sulamericana. As tradings que realizaram as compras não revelam os destinos da mercadoria, que, especula-se, seja a China. O movimento mexeu com o mercado ontem, e a ARC Mercosul estima que os fundos tenham vendido mais de 9.000 contratos. No porto de Paranaguá (PR), o indicador Esalq/BM&Bovespa ficou em R$ 78,48 a saca, alta de 0,15%.

Milho: Notícias escassas: Com a continuidade da indefinição sobre um acordo entre Estados Unidos e China, as cotações do milho recuaram ontem na bolsa de Chicago. As negociações entre os dois países têm repercutido mais no mercado do cereal desde que os chineses se comprometeram a aumentar suas compras. Fontes do setor afirmam que o país tem a intenção de investir na produção de etanol feito de milho. Ontem, os contratos futuros para julho caíram 3,5 centavos de dólar e fecharam a US$ 3,835 o bushel. Também está no radar dos investidores o relatório de intenção de plantio dos Estados Unidos, que será publicado na sexta-feira pelo Departamento de Agricultura do país, o USDA. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa ficou em R$ 38,42 a saca de 60 quilos, baixa de 0,21%. (Valor Econômico 28/03/2019)