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Commodities Agrícolas

Algodão: Recuo técnico: Os preços do algodão caíram ontem na bolsa de Nova York pela segunda sessão seguida, em um movimento técnico após a alta expressiva de sexta-feira. Os lotes para julho recuaram 18 pontos e fecharam a 78,03 centavos de dólar por libra-peso. A queda desta semana sucede a forte alta de sexta-feira, quando o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estimou que a área plantada nos EUA em 2019/20 deverá cair para 5,6 milhões de hectares, surpreendendo as apostas do mercado. Ao Valor, o professor Joseph Todd Hubbs, especialista em mercados de commodities, disse que acredita em uma nova revisão do USDA, com aumento de área, em junho. Na Bahia, o preço da pluma ficou em R$ 95,17 a arroba, segundo associação regional de produtores, a Aiba.
Soja: Compras chinesas: Com rumores de novas compras chinesas de soja americana nos próximos dias, os preços do grão encerrarem a terça-feira em alta na bolsa de Chicago. Julho subiu 4,75 centavos de dólar, a US$ 9,1350 o bushel. conforme a consultoria ARC Mercosul, os chineses têm procurado grãos de safras antigas e da safra atual no mercado americano para compra e entrega em novembro enquanto as conversas entre os dois países continuam. Em relatório, o escritório do USDA na China estimou as importações chinesas de soja em 91,5 milhões de toneladas na safra nacional 2019/20 (de outubro de 2019 a setembro de 2020), 4% acima do ciclo anterior. No Brasil, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá subiu 0,90% para R$ 77,62 a saca.
Milho: Estoques em alta: O excesso de oferta de milho no mundo segue exercendo pressão sobre os preços do cereal. Ontem, os contratos para entrega em julho negociados na bolsa de Chicago caíram 25 centavo, fechando a US$ 3,7075 o bushel. O mercado recebeu uma forte notícia "baixista" na sextafeira com a divulgação dos estoques americanos em 1º de março - cerca de 7 milhões de toneladas acima da expectativa de analistas. Sem novidades concretas no lado dos fundamentos, nem ao menos especulações sobre um possível atraso no plantio nos EUA - que começará nas próximas semanas, por causa dos alagamentos em áreas produtoras - foi capaz de reverter o movimento e sustentar as cotações. No Brasil, o indicador Esalq/BM&FBovespa subiu 1,22%, para R$ 38,25 a saca.
 

Trigo: Alagamentos nos EUA: Os preços de trigo subiram ontem na bolsa de Chicago diante de temores com os efeitos dos alagamentos nos EUA para a safra de primavera. Julho subiu 50 centavos, para US$ 4,6850 o bushel. Na bolsa de Kansas, onde se negocia o trigo de melhor qualidade, a queda foi de 1,50 centavos, para US$ 4,4075 o bushel. Segundo Roberto Sandoli, da consultoria INTL FCStone, a alta foi influenciada pela soja e pela possibilidade de a safra do trigo de primavera nos EUA ser menor, já que parte da área que é usada para o cultivo está alagada. Para o trigo de inverno, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) indica que as lavouras americanas estão melhores que o esperado. No Paraná, o preço apurado pelo Cepea/Esalq subiu 0,10%, para R$ 900,31 a tonelada. (Valor Econômico 03/04/2019)