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Commodities Agrícolas

Açúcar: Petróleo em alta: Com muitos investidores já em ritmo de feriado da Sexta-feira Santa, as negociações tiveram baixa liquidez no pregão de quinta-feira em Nova York. Sem grandes emoções, o avanço da cotação do petróleo deu sustentação para recuperação dos preços do açúcar. Os contratos do demerara com vencimento em julho subiram 45 pontos, a 12,98 centavos de dólar a libra-peso. O movimento foi de recuperação técnica, após quedas expressivas. A tendência, avalia Cláudio Miori, diretor da Fitch Ratings para o segmento de açúcar e etanol é a de que os preços do adoçante tenham uma "recuperação lenta" nesta safra (2019/20) do Centro-Sul do Brasil. No país, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 69,79 a saca de 50 quilos, alta de 1%.
Café: Dia de respiro: Após chegarem no menor patamar em 14 anos, os preços do café apresentaram recuperação na quinta-feira na bolsa de Nova York. Os papéis para julho subiram 325 pontos, a 92,90 centavos de dólar a libra-peso. "O preço do café nunca esteve tão ruim. Esse é o terceiro ano de preços muito baixos e o patamar está abaixo do custo de produção", afirmou José Carlos Novaes, corretor e classificador de café da Bahia. Durante o pregão de quintafeira, o movimento de recompras de posições ganhou mais suporte com a queda do dólar ante o real, que costuma desincentivar os produtores brasileiros a negociarem. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para o café negociado em São Paulo fechou em R$ 382,11 a saca de 60 quilos, alta de 1,77%. Na semana passada, contudo, o grão ainda acumulou queda de 2,79%.
Soja: Antes do ovo de Páscoa: O tradicional ajuste de posições antes de feriados prolongados e o aumento de demanda semanal pela produção de soja americana fizeram as cotações da oleaginosa subirem na quinta-feira na bolsa de Chicago. Os papéis com vencimento em julho avançaram 1,75 centavo de dólar, a US$ 8,9425 o bushel. Ainda assim, acumularam queda de 1,6% na semana. Ajudou no movimento a divulgação, pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), de vendas de 382,1 mil toneladas da oleaginosa americana da safra 2018/19, na semana encerrada no dia 11, alta de 41% ante a semana anterior mas ainda 46% abaixo da média das últimas quatro semanas. No Brasil, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 76,66 a saca de 60 quilos, baixa de 1,43%.
 

Trigo: Demanda fraca: O aumento semanal de compras de trigo americano frustrou as expectativas de analistas e o cereal terminou em baixa na bolsa de Chicago antes do feriado de Sexta-feira Santa. Os papéis para julho caíram 2 centavos de dólar, a US$ 4,4825 o bushel. Em Kansas, onde é negociado o trigo de melhor qualidade, houve baixa de 0,5 centavos, a US$ 4,2575 o bushel. Na quinta-feira, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) divulgou que as vendas do ciclo 2018/19 ficaram em 317,7 mil toneladas na semana até o dia 11, alta de 16% em relação à semana anterior, mas redução de 28% ante à media das últimas quatro semanas. As estimativas variavam entre 350 mil e 700 mil toneladas. No Brasil, o preço médio no Paraná ficou em R$ 889,03 a tonelada, alta de 0,35%, segundo o Cepea. (Valor Econômico 22/04/2019)