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Cacau: Freio de arrumação: Após atravessarem um "rally" de preços no início do mês, as cotações do cacau perderam fôlego e caíram ontem na bolsa de Nova York. Os lotes para julho recuaram US$ 30, cotadas a US$ 2.342 por tonelada. Em relatório, o analista Peter Mooses, da consultoria RJO Futures, sediada em Chicago, atribuiu as recentes quedas à venda de papéis pelos especuladores. "Do lado técnico, posso dizer que a posição comprada dos fundos chegou a um limite, embora a tendência ainda seja de alta para o cacau se olharmos os fundamentos", afirmou. Dados de moagem da Europa, Ásia e América do Norte mostram que a demanda está aquecida - o que ainda pode puxar os preços. Em Ilhéus (BA), o preço médio teve alta de 0,64%, para R$ 156,70 por arroba, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.
Soja: Demanda externa: O clima mais favorável para o plantio da soja nos EUA e os sinais de demanda mais fraca pelo produto americano pressionaram as cotações na bolsa de Chicago ontem. Os contratos futuros com vencimento em julho caíram 3,5 centavos de dólar, cotados a US$ 8,9075 por bushel. "Como as temperaturas subiram, são grandes as chances de que o plantio não esteja atrasado", avaliou o presidente da consultoria Allendale, Steve Georgy. Dados divulgados ontem pelo USDA reforçaram a pressão sobre os preços da soja. Na semana encerrada em 18 de abril, os exportadores dos EUA embarcaram 382,3 mil toneladas de soja, queda de 19,7% na comparação com a semana imediatamente anterior. No mercado brasileiro, o indicador Esalq/BM&FBovespa ficou em R$ 76,48 por saca, uma desvalorização de 0,23%.
Milho: Temperatura elevada: O clima favorável ao plantio de milho nos Estados Unidos contribuiu para a queda nos preços do cereal ontem na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em julho caíram 3,75 centavos de dólar, a US$ 3,635 o bushel. Segundo Steve Georgy, presidente da consultoria Allendale, as temperaturas mais altas nos EUA devem beneficiar o plantio da safra 2019/20, o que pressiona as cotações. Os trabalhos no campo, contudo, estão aquém do esperado pelo mercado. O plantio alcançou 6%, considerando a mesma área de 2018 - 36,06 milhões de hectares, até 21 de abril, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). De acordo com Georgy, traders esperavam que a área atingisse 8%. No Brasil, a saca está cotada a R$ 35,92, valorização de 0,22%, segundo o Cepea.
 

Trigo: Calor do momento: Com a subida da temperatura nos EUA e o clima favorável ao plantio do trigo de primavera no país, os preços do cereal caíram ontem nas bolsas americanas. Em Chicago, os papéis para julho recuaram 6,5 centavos de dólar, a US$ 4,4175 o bushel. Na bolsa de Kansas, onde é negociado o trigo de melhor qualidade, os papéis com o mesmo mês de entrega caíram 7,50 centavos de dólar, a US$ 4,1825 por bushel. A queda se deu antes da divulgação do relatório de plantio da safra 2019/20, publicado pelo USDA, que mostrou que até o dia 21 de abril foram plantados 5% de 5,3 milhões de hectares. O número frustrou a expectativa dos traders que, segundo a consultoria Farm Futures, esperavam que o plantio atingisse 7%. No Paraná, o preço apurado pelo Cepea/Esalq ficou estável em R$ 889,05 por tonelada. (Valor Econômico 23/04/2019)