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Commodities Agrícolas

Café: Oferta confortável: Com a perspectiva de oferta confortável no mercado mundial, os preços do café caíram na bolsa de Nova York ontem. Os lotes de arábica para julho recuaram 90 pontos, fechando a 92,35 centavos de dólar a libra-peso. Segundo relatório semanal do analista John Buckley, da consultoria Informa Economics, de Nova York, com o começo da colheita brasileira, os especuladores estão cada vez mais confiantes quanto a manter posições vendidas para o café. "Num cenário de oferta confortável, os fundos devem continuar rolando posições e liquidando contratos para lucrar com a queda dos preços", disse. Além disso, um volume significativo de grãos da safra 2018/19 ainda está disponível no mercado, avalia ao Cepea. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq do café arábica ficou em R$ 384,41 a saca, alta de 0,02%.
Cacau: Chuvas na África: Com o clima chuvoso no oeste da África, as cotações do cacau caíram ontem na bolsa de Nova York. Os lotes para julho recuaram US$ 44, cotados a US$ 2.248 por tonelada. Em nota, o analista Serget Chetvertakov, da consultoria Informa Economics, sediada em Nova York, disse que a previsão de chuvas para o oeste da África afasta, por hora, o risco climático para a safra intermediária dos países produtores. "Na semana passada, os preços voltaram a subir com dados de incremento na moagem, mas, ao que tudo indica, essa maior demanda não será suficiente para absorver a oferta disponível no mercado", afirmou o analista da consultoria. Em Ilhéus (BA), o preço médio da amêndoa ficou estável em R$ 155,70 por arroba, de acordo com levantamento feito pela Central Nacional de Produtores de Cacau.
Milho: Estoque farto: Com o dólar forte e o aumentos nos estoques de etanol de milho nos Estados Unidos, os preços do cereal recuaram ontem na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em julho recuaram 4,25 centavos de dólar, para US$ 3,56 por bushel. Após três pregões consecutivos em baixa, os papéis acumulam queda de 11,25 centavos de dólar. O movimento se deu com a alta do dólar ante as principais divisas, o que desestimula investimentos em ativos de maior risco, como as commodities. De acordo com a Administração de Informação de Energia dos EUA, os estoques de etanol (que no país é feito de milho) aumentaram em 71 mil barris, para 22,7 milhões de barris na semana encerrada em 19 de abril. No Brasil, o indicador Esalq/BM&FBovespa ficou em R$ 34,93 a saca, queda de 2,1%.
 

Trigo: Cenário baixista: O clima seco nos Estados Unidos e o dólar em alta fizeram os preços do trigo recuarem ontem nas bolsas americanas. Em Chicago, os lotes para julho caíram 6,5 centavos de dólar, a US$ 4,385 o bushel. Em Kansas, os mesmos papéis caíram 9,5 centavos de dólar, a US$ 4,115 o bushel. Segundo a consultoria Farm Futures, as temperaturas mais amenas nos Estados Unidos indicam que a produção do país não deve ser prejudicada. A alta do dólar ante as principais divisas ainda colaborou para diminuir a competitividade do produto americano. Em nota, o Commerzbank informou que a tendência é de queda para os preços do trigo no curto prazo devido ao aumento na produção europeia na safra 2019/20. No mercado interno, o preço Cepea/Esalq no Paraná caiu 0,43%, para R$ 881,25 a tonelada. (Valor Econômico 25/04/2019)