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Commodities Agrícolas

Açúcar: Pressão tailandesa: Em meio ao cômputo final da safra 2018/19 da Tailândia, os preços do açúcar demerara caíram na bolsa de Nova York. Os papéis para julho recuaram 21 pontos, a 12,69 centavos de dólar a libra-peso. Ao Valor, o analista Bruno Lima, da consultoria FCStone, disse que a produção tailandesa superou as expectativas iniciais. Até 15 de abril, foram produzidas no país 14,42 milhões de toneladas de açúcar, ante 13,84 milhões em 2017/18. "Como os preços falharam em subir além das máximas, também forçaram mais vendas dos especuladores", disse. Ontem, os números da União Nacional das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica) ficaram de lado. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq do açúcar cristal subiu 0,79%, para R$ 69,86 a saca de 50 quilos.
Algodão: China vai às compras: A demanda mais aquecida da China por algodão sustentou as cotações da pluma ontem na bolsa de Nova York. Os lotes para julho subiram 120 pontos, a 78,32 centavos de dólar a libra-peso. Dados divulgados pelo serviço aduaneiro chinês mostram que as compras do país ficaram em 152,24 mil toneladas em março, alta de 41,8% ante o ano anterior. Em 2019, o crescimento foi de 92,4%, para 661,19 mil toneladas. O analista Karl Setzer, da consultoria Citizens Elevators, avalia que o volume comprado ainda não faz parte da cota de 800 mil toneladas com redução de tarifas anunciada pela China em abril. "Por enquanto, deve ser reflexo de boas oportunidades de compra", afirmou. Na Bahia, o preço médio pago ao produtor ficou em R$ 99,25 a arroba, segundo a associação de produtores local, a Aiba.
Soja: Recuperação técnica: Em um movimento técnico após três pregões consecutivos de quedas, as cotações da soja subiram ontem na bolsa de Chicago. Os contratos vencimento em julho tiveram alta de 4 centavos de dólar e fecharam a US$ 8,7275 o bushel. A alta se deu após os papéis para julho recuarem expressivos 25,5 centavos de dólar nesta semana. Segundo a agência Reuters, o serviço aduaneiro da China informou que, em março, a importação de soja americana pelo país somou 1,51 milhão de toneladas, alta de 66,4% ante fevereiro. Analistas pontuaram que só estatais chinesas estão comprando a oleaginosa americana e que as empresas privadas buscam o produto em outros países, especialmente no Brasil. No Paraná, o indicador Cepea/Esalq ficou estável, com a saca de 60 quilos a R$ 71,11.
 

Milho: Trem da alta: Acompanhando as demais commodities negociadas na bolsa de Chicago, as cotações do milho tiveram alta ontem. Os lotes para julho subiram 1,25 centavos de dólar, a US$ 3,5725 o bushel. Esta semana, os mesmos papéis haviam acumulado perdas de 11,25 centavos de dólar. Ontem, o serviço aduaneiro da China informou que, em março, as importações do país asiático somaram 416,34 mil toneladas, alta de 562,6% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Em 2019, as compras alcançaram 982,19 mil toneladas, incremento de 76,2%. A alta do trigo também colaborou para puxar o milho, já que os dois insumos podem ser substituídos na ração animal. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa ficou em R$ 34,72 a saca, depreciação de 0,6%. (Valor Econômico 26/04/2019)