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Commodities Agrícolas

Açúcar: Sob pressão do fóssil: Na esteira da queda do petróleo, as cotações do açúcar demerara recuaram ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em outubro tiveram baixa de 15 pontos, fechando a 12,54 centavos de dólar a libra-peso. Segundo o analista Nick Penney, da trading de origem francesa Sucden, o mercado "sofre" com a queda nos preços do petróleo, que diminui a competitividade do etanol produzido no Brasil, maior produtor mundial da commodity, elevando potencialmente a oferta de açúcar. O recuo nas cotações também foi reflexo da venda precoce, a baixos preços, dos papéis para maio, que expiraram ontem, e pressionaram outros contratos futuros. No mercado paulista, o indicador Cepea/Esalq do açúcar cristal caiu 0,56% na terça-feira, chegando a R$ 69,86 a saca de 50 quilos.
Café: Dia do Trabalho: Em meio ao feriado do Dia do Trabalho, que esvaziou o pregão na bolsa de Nova York, as cotações do café arábica caíram ontem. Os contratos futuros do grão para julho recuaram 205 pontos, a 91,10 centavos de dólar a libra-peso. O movimento se deu num dia de feriado no Brasil, maior produtor mundial do grão, e diante da queda nas cotações do petróleo - que costuma puxar para baixo outras commodities. Ontem, o Departamento de Energia dos Estados Unidos divulgou estoques bem acima do esperado para o fóssil e elevou as reservas em quase 10 milhões de barris. Analistas ouvidos pelo The Wall Street Journal esperavam incremento de 900 mil barris. No mercado brasileiro, o indicador Cepea/Esalq do café arábica ficou em R$ 386,67 a saca de 60 quilos na terça-feira, valorização de 1,23%.
Soja: Jejum de novidades: Diante dos robustos estoques de soja no mundo e também nos EUA, os preços da oleaginosa caíram ontem na bolsa de Chicago. Os papéis para julho recuaram 2,25 centavos de dólar, a US$ 8,5175 o bushel. De acordo com a consultoria ARC Mercosul, diante da fala de notícias "altistas", a ampla oferta global segue orientando os passos dos investidores. Segundo a consultoria Allendale, os traders esperavam que a virada do mês fosse um catalisador para mudar a tendência dos preços na bolsa de Chicago - o que não ocorreu. Ontem, o chefe de gabinete da Casa Branca disse que as negociações entre EUA e China "não irão durar para sempre", mas a indefinição ainda pressiona as cotações. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq do Paraná, ficou em R$ 70,13 a saca de 60 quilos na terça-feira, queda de 0,1%.
 

Trigo: Ajuste de posições: Em um movimento de cobertura de posições vendidas, os preços do trigo subiram ontem nas bolsas americanas. Em Chicago, os contratos futuros com vencimento em julho tiveram alta de 7,25 centavos de dólar, a US$ 4,36 o bushel. Na bolsa de Kansas, onde o trigo de melhor qualidade é negociado, os papéis de mesmo vencimento fecharam a US$ 4,00 por bushel, valorização de 6 centavos de dólar. Segundo o analista Oliver Sloup, da consultoria Blue Line Futures, a virada de mês estimulou os fundos a se reposionarem em relação aos contratos de trigo. Na avaliação do dele, os fundos estavam agressivamente vendidos por conta da maior oferta e da fraca demanda - que agora já estariam precificadas. No Brasil, o preço médio Cepea/Esalq no Paraná ficou estável na terça-feira, em R$ 882,14 a tonelada. (Valor Econômico 02/05/2019)