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Commodities Agrícolas

Açúcar: Pressão indiana: A divulgação de dados de produção de açúcar na Índia, segundo principal país produtor da commodity, pressionou as cotações do adoçante na bolsa de Nova York na última sexta-feira. Os contratos de açúcar demerara com vencimento em outubro encerraram o dia a 12,35 centavos de dólar por libra-peso, queda de 20 pontos. Na última sexta-feira, a Associação de Usinas de Açúcar da Índia (Isma, na sigla em inglês) informou que, no acumulado da safra 2018/19 até o dia 30 de abril, a produção de açúcar no país atingiu 32,1 milhões de toneladas, crescimento de 3% na comparação com igual período da temporada anterior. A safra indiana se encerra em setembro. No mercado brasileiro, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 70,30 por saca na sexta-feira, valorização de 0,66%.
Soja: Queda livre: Os contratos futuros de soja negociados na bolsa de Chicago caíram pelo sexto pregão consecutivo na última sessão da semana passada. Na sexta-feira, os lotes com entrega para julho recuaram 1 centavo de dólar, para US$ 8,4225 por bushel. Os preços da oleaginosa estão sob pressão devido à fraca demanda pela soja dos EUA, ao amplo estoque do grão no mercado americano e à nova safra do Brasil, segundo maior produtor global. Nesse cenário, os fundos que investem em commodities estão cada vez mais vendidos (ou seja, apostando na baixa). Segundo relatório divulgado na sexta-feira pela CFTC, os fundos tinham uma posição líquida vendida de 148,5 mil contratos em 30 de abril, alta de 14,6% em uma semana. No Paraná, o indicador Cepea/Esalq ficou em R$ 73,40 a saca, desvalorização de 0,7%.
Milho: Plantio em risco: O clima frio e chuvoso em importantes regiões produtoras de milho dos EUA sustentou as cotações do grão na última sexta-feira na bolsa de Chicago, na contramão do que aconteceu com os preços de soja e trigo, que recuaram no último pregão da semana passada. Os contratos futuros de milho para julho encerraram a sessão a US$ 3,7075 por bushel, valorização de 0,25 centavo de dólar. Em nota, a consultoria ARC Mercosul, com sede em Chicago, disse o clima nos Estados Unidos deve impedir avanços significativos no plantio do cereal no país até pelo menos meados de maio. Se as previsões climáticas se confirmarem, mais de 60% do milho nos EUA será plantado fora da janela ideal, perdendo potencial produtivo. No Brasil, o indicador Esalq/BM&FBovespa recuou 1,69%, para R$ 33,21 a saca.
 

Trigo: Realização de lucros: Em um movimento de realização de lucros, as cotações do trigo recuaram na última sexta-feira nas bolsas dos EUA. Em Chicago, os contratos futuros com vencimento em julho encerraram o dia a US$ 4,38 por bushel, desvalorização de 6 centavos de dólar. Em Kansas, onde o trigo de melhor qualidade é negociado, os lotes com o mesmo mês de entrega se desvalorizaram 3,5 centavos de dólar, a US$ 4,0150 por bushel. De acordo com Andrey Sizov, da consultoria russa SovEcon, a queda dos preços foi resultado de uma realização de lucros. "Agora, um novo patamar de resistência para o trigo deve se estabelecer entre US$ 4,50 e US$ 4,80 o bushel", afirmou. No Paraná, o preço médio do trigo no ficou em R$ 873,11 por tonelada, queda de 1,2%. No Rio Grande do Sul, houve valorização de 0,12%, para R$ 799,36. (Valor Econômico 06/05/2019)