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Commodities Agrícolas

Café: Pressão cambial: Pressionados pela alta do dólar ante o real, os contratos futuros de café arábica para julho recuaram ontem na bolsa de Nova York, atingindo o menor patamar em quase 15 anos. Os lotes de arábica caíram 215 pontos, a 88 centavos de dólar por libra-peso. Segundo o Valor Data, trata-se do menor valor desde 12 de novembro de 2004. À agência Dow Jones Newswires, o trader Gary Herbert, da trading francesa Sucden, disse que os fundos vêm liquidando contratos de café arábica para, na sequência, entrar comprando papéis mais baratos, o que acaba "exacerbando o declínio". O movimento se deu na esteira da alta do dólar ante o real, que estimula as exportações do Brasil, maior produtor mundial da commodity. Em São Paulo, o indicador Cepea/Esalq ficou ontem em R$ 376,64 por saca, queda de 1,15%.
Algodão: Ecos de Trump: Ainda na esteira da informação de que Donald Trump irá aumentar as tarifas para produtos chineses, e com o avanço do plantio nos EUA, os preços do algodão recuaram ontem na bolsa de Nova York. Os lotes para julho caíram 37 pontos, a 73,18 centavos de dólar por libra-peso. O movimento se deu em meio às tensões comerciais envolvendo Washington e Pequim, após Donald Trump dizer que irá elevar de 10% para 25% as tarifas sobre US$ 200 bilhões de bens chineses na sexta-feira. Ontem, ele tuitou que o déficit em negociações com a China chega a US$ 500 milhões e disse: "não vamos permitir mais isso!" Além da guerra comercial, o bom ritmo de plantio nos EUA pressiona a pluma. Na Bahia, o preço médio pago ao produtor ficou em R$ 100,27 a arroba, segundo a associação local, a Aiba.
Milho: Plantio atrasado: Impulsionados pelo atraso do plantio nos EUA, os contratos futuros de milho subiram ontem na bolsa de Chicago, recuperando parte das perdas do início da semana. Os lotes com vencimento em julho subiram 2,25 centavos de dólar, cotados a US$ 3,6650 o bushel. O movimento também se deu em meio a uma recuperação técnica, após os contratos futuros para julho recuarem 6,5 centavos de dólar no começo da semana, com o aumento das tensões entre EUA e China. No domingo, o presidente americano Donald Trump disse que irá elevar de 10% para 25% as tarifas sobre US$ 200 bilhões de bens chineses na próxima sexta-feira. No Brasil, o indicador Esalq/BM&FBovespa registrou uma baixa de 0,18% ontem, para R$ 32,82 por saca. No acumulado do mês, a desvalorização é de 2,41%.
 

Trigo: Clima americano: Depois de um pregão com quedas generalizadas dos grãos em Chicago devido às tensões entre EUA e China, os preços do trigo subiram no pregão de ontem impulsionados pelo atraso no plantio do cereal nos Estados Unidos. Em Chicago, os lotes para julho subiram 2,25 centavos de dólar, a US$ 4,395 o bushel. Em Kansas, onde é negociado o cereal de melhor qualidade, os papéis de mesmo vencimento tiveram alta de 1 centavo de dólar, a US$ 4,04 o bushel. As cotações fecharam no campo positivo devido a um ajuste técnico e ao clima desfavorável ao plantio nos EUA. Em nota, Jack Scoville, da consultoria Price Futures, afirmou que chuvas nas áreas produtoras devem colaborar para o que o atraso perdure nas próximas semanas. No Paraná, o preço Cepea/Esalq recuou 0,51%, para R$ 860,51 por tonelada. (Valor Econômico 08/05/2019)