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Commodities Agrícolas

Açúcar: Cesta de risco: Sob pressão do cenário macro, os preços do açúcar demerara recuaram ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em outubro encerraram o pregão cotados a 12,02 centavos de dólar por libra-peso, desvalorização de 26 pontos. A queda ocorreu em meio ao aumento das tensões entre EUA e China. Ontem, os americanos reafirmaram que irão elevar de 10% para 25% as taxações sobre US$ 200 bilhões em produtos do país asiático. Em relatório, a trading Sucden acrescentou que o açúcar teve a performance afetada pela guerra comercial por fazer parte de uma "cesta de commodities". Com a notícia do aumento nas tarifas, os investidores ficaram mais cautelosos e menos propensos ao risco. Em São Paulo, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal subiu 0,07%, a R$ 70,72 a saca.
Algodão: Ao sabor de Trump: Com a confirmação de que o presidente dos EUA, Donald Trump, irá aumentar as taxas para compra de produtos chineses, os preços do algodão caíram ontem em Nova York. Os contratos para julho recuaram 87 pontos e encerraram o pregão a 72,31 centavos de dólar por libra-peso. A queda nos preços foi resultado do anúncio de que o governo americano vai subir, de 10% para 25%, as taxas sobre US$ 200 bilhões em bens chineses exportados nesta sexta-feira. Em nota, o analista Alan Brugler, da consultoria Brugler Marketing & Management, sediada no Nebraska, disse que os preços do algodão estão muito suscetíveis ao andar das negociações de EUA e China. No Brasil, o preço da pluma com pagamento em oito dias apurado pelo Cepea/Esalq caiu 0,49%, para R$ 291,33 por libra-peso.
Soja: De novo, a guerra: A confirmação de que os EUA vão elevar as taxas para importações da China na sexta-feira, pondo fim à trégua na guerra comercial entre Washington e Pequim, voltou a derrubar os preços da soja na bolsa de Chicago. Os lotes com entrega para julho recuaram 3,5 centavos de dólar, a US$ 8,2725 por bushel. Conforme o presidente dos EUA, Donald Trump, já havia indicado, a Casa Branca vai subir de 10% para 25% as taxas sobre US$ 200 bilhões em bens chineses na sexta-feira. Nesse cenário, Pequim pode manter as retaliações, o que reduz a competitividade da soja americana. Por outro lado, o impasse entre os dois países pode beneficiar as vendas de soja do Brasil. O indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja no porto de Paranaguá (PR) ficou ontem em R$ 74,23 por saca, baixa de 0,92%.
 

Trigo: Efeito manada: Na esteira dos demais grãos negociados na bolsa de Chicago, as cotações do trigo recuaram ontem. Os contratos futuros para julho caíram 0,5 centavo de dólar, a US$ 4,39 o bushel. Em Kansas, onde é negociado o cereal de melhor qualidade, os papéis de mesmo vencimento recuaram também 0,5 centavo, a US$ 4,035 o bushel. A ligeira queda foi reflexo da decisão de Donald Trump de aumentar as taxações sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses a partir de sexta-feira - o que põe fim à trégua na guerra comercial entre os dois países. Com a confirmação do aumento nas tarifas, os investidores ficaram mais cautelosos e reduziram investimentos em ativos de maior risco, como as commodities. No Brasil, o preço apurado pelo Cepea/Esalq no Paraná caiu 0,51%, para R$ 860,51 a tonelada. (Valor Econômico 09/05/2019)