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Commodities Agrícolas

Café: Aversão ao risco: Em cenário de oferta confortável e aversão ao risco, as cotações do café arábica caíram ontem na bolsa de Nova York. Os lotes para julho recuaram 120 pontos, fechando a 89,60 centavos de dólar a libra-peso. O acirramento das disputas entre EUA e China deixou os investidores cautelosos. Na semana móvel encerrada em 7 de maio, o saldo líquido vendido dos gestores de recursos subiu 10,2%, para 80.772 contratos, segundo a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC). Para o analista Rodrigo Costa, da trading Comexim USA, o CFTC demonstrou o grande apetite dos operadores por contratos futuros. O indicador de café arábica Cepea/Esalq queda de 0,47%% a R$ 380,66 a saca. No acumulado de maio, o indicador registrou uma desvalorização de 1,5%.

Algodão: Guerra sem fim: Com a retaliação dos chineses aos americanos em mais um episódio da guerra comercial, o algodão fechou em queda na bolsa de Nova York. Os lotes da pluma para outubro recuaram 300 pontos, a 66,65 centavos de dólar a libra-peso. O movimento se deu em meio à declaração do Conselho de Estado Chinês de que o país subirá para 25% as tarifas já impostas sobre US$ 60 bilhões em produtos importados dos EUA a partir de 1º de junho. A retaliação é reflexo do aumento de tarifas para importações chinesas, que entrou em vigor nos EUA na última sexta-feira. Desde então, US$ 200 bilhões em bens da China estão sujeitos a tarifas de 25% para entrarem nos EUA. Na Bahia, o preço médio pago ao produtor ficou em R$ 100,27 a arroba, segundo a associação local de produtores, a Aiba.

Milho: De olho na chuva: Diante da previsão de novas chuvas, que podem atrapalhar o plantio nos EUA, os preços do milho subiram ontem na bolsa de Chicago. Os lotes para julho subiram 4,75 centavos, fechando a US$ 3,565 o bushel. O movimento se deu após as quedas da semana passada, que levaram os contratos para julho a acumularem perdas de 20,5 centavos de dólar. Em nota, a consultoria Allendale acrescentou que o mercado "está desacreditado na possibilidade de que um acordo entre Estados Unidos e China sustente as cotações dos grãos no curto prazo", o que o fez se voltar novamente para o avanço do plantio de milho nos Estados Unidos e adesão ao Prevent Plant, programa que remunera o produtor sem que ele cultive. No Brasil, o indicador Esalq/BM&FBovespa ficou em R$ 33,17, alta de 0,73%.

Trigo: Demanda aquecida: Com o aquecimento nas vendas dos EUA, e após as quedas expressivas da semana passada, os preços do trigo subiram com força ontem nas bolsas americanas. Em Chicago, os lotes para julho tiveram alta de 12,25 centavos de dólar, a US$ 4,37 o bushel. Em Kansas, onde é negociado o cereal de melhor qualidade, os mesmos papéis subiram 10 centavos de dólar, para US$ 3,97 o bushel. Segundo o USDA, os embarques dos Estados Unidos na semana móvel encerrada em 9 de maio somaram 842,42 mil toneladas, alta de 56,7% ante os sete dias anteriores. Enquanto no acumulado da safra 2018/19, chegaram a 22,78 milhões de toneladas frente 22,70 milhões um ano antes. No mercado interno, o preço apurado pelo Cepea/Esalq no Paraná se desvalorizou 1,31%, ficando em R$ 859,14 a tonelada. (Valor Econômico 14/05/2019)