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Commodities Agrícolas

Açúcar: Pressão cambial: Com a alta do dólar ante o real, o que tende a estimular as exportações de açúcar do Brasil, maior produtor mundial da commodity, as cotações do açúcar demerara caíram ontem na bolsa de Nova York. Os contratos futuros com vencimento em outubro recuaram 7 pontos, a 12,19 centavos de dólar a libra-peso. Em relatório, a trading francesa Sucden destacou que em um conferência realizada em Nova York pela Organização Internacional do Açúcar (ISO, na sigla em inglês) em parceria com a consultoria Datagro, sediada em São Paulo, a tônica das conversas "baixistas" ficou por conta dos prognósticos de safra recorde na Ásia em 2018/19 e dos preços para o açúcar no mercado físico. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq do açúcar cristal recuou 0,46%, para R$ 70,75 por saca.

Cacau: Alívio passageiro: A melhora no clima de negociações entre EUA e China, que reduziu a pressão sobre ativos de maior risco, como as commodities, deu refresco aos preços do cacau em Nova York ontem. Os lotes para julho subiram US$ 28, a US$ 2.321 por tonelada. Em nota, a consultoria Zaner Group avaliou que os preços reagiram à sinalização de um possível aumento na demanda da Ásia e América do Norte, com a trégua nas discussões entre Estados Unidos e China. Ontem, o presidente americano Donald Trump evitou novos confrontos no comércio global. O mandatário americano disse que estuda adiar a imposição de tarifas para compra de carros estrangeiros. Na Bahia, o preço médio do cacau ficou em R$ 154,70 por arroba, alta de 0,65%, segundo a Central Nacional de Produtores da amêndoa.

Soja: Ambiente altista: O clima úmido nos Estados Unidos, que deve atrasar o plantio da soja na safra 2019/20, e a percepção de que as negociações entre EUA e China podem culminar em acordo em breve, criaram o ambiente para a segunda alta seguida do grão nesta semana na bolsa de Chicago. Os lotes da soja para agosto subiram ontem 4 centavos de dólar, a US$ 8,42 o bushel. A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional prevê a continuidade das chuvas no Meio-Oeste até 22 de maio, o que deixa os investidores em alerta. De acordo com o Commerzbank, a proximidade do encontro entre os presidentes americano e chinês, Donald Trump e Xi Jinping, durante o G-20 gera otimismo. No porto de Paranaguá (PR), o indicador Esalq/BM&Bovespa ficou em R$ 78,30 a saca, valorização de 1,6%.

Milho: Aperto na janela: A perspectiva de atraso do plantio da safra 2019/20 de milho nos EUA e de redução na produção sustentaram os preços do cereal ontem na bolsa de Chicago. Os papéis para setembro subiram 1 centavo de dólar, a US$ 3,7825 o bushel. O clima úmido nos EUA preocupa, porque a janela ideal do milho se encerra em maio. Em relatório, a consultoria ARC Mercosul projetou uma produção de 366,5 milhões toneladas do cereal no país, bem abaixo dos 381,8 milhões estimadas pelo USDA neste mês. Com o aperto na janela, os produtores devem recorrer ao Prevent Plant, programa do governo americano que remunera os agricultores que não conseguiram cultivar seus campos por conta de problemas climáticos. No Brasil, o indicador Esalq/BM&FBovespa ficou em R$ 33,64 a saca, alta de 0,99%. (Valor Econômico 16/05/2019)