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Commodities Agrícolas

Café: Câmbio pressiona: Com a alta do dólar ante o real, que estimula as exportações do Brasil, e diante de uma oferta mundial confortável, os preços do café arábica caíram na sexta-feira na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em julho recuaram 265 pontos e fecharam a 89 centavos de dólar a libra-peso. Em nota, o analista Adam Tuiaana, da consultoria RJO Futures, com sede em Chicago, avaliou que o mercado de café segue sem notícias sólidas do lado "altista". "Precisamos considerar que existe uma resistência fortíssima para que os contratos para julho superem o patamar dos 93 centavos de dólar a libra-peso". Isso apesar do ritmo mais lento da colheita no Brasil. No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade ficou entre R$ 370 e R$ 380, segundo o Escritório Carvalhaes.

Soja: Recado chinês: Novas declarações chinesas sobre o andamento das negociações com os Estados Unidos pressionaram as cotações da soja na sexta-feira em Chicago. Os papéis para agosto caíram 18,25 centavos de dólar, a US$ 8,2825 o bushel. Ao Valor, Tarso Veloso, da consultoria ARC Mercosul, sediada em Chicago, disse que os preços voltaram a cair porque "os chineses disseram que não vão mais negociar um acordo com os EUA no curto prazo porque o presidente Donald Trump não quer negociar, e sim impor suas vontades". Paralelamente, Ana Luiza Lodi, da consultoria INTL FCStone, lembrou que preocupações com o plantio no EUA seguem a oferecer alguma sustentação às cotações. No oeste da Bahia, a saca de 60 quilos foi negociada, em média, por R$ 68,50, de acordo com a Aiba.

Milho: Chuvas nos EUA: O clima chuvoso nos Estados Unidos, que deverá continuar atrasando o plantio de milho e levar muitos produtores a desistir da semeadura, deu suporte aos preços do cereal na sexta-feira na bolsa de Chicago. Os papéis com vencimento em setembro subiram 3,50 centavos de dólar, a US$ 3,9050 o bushel. Em relatório, a ARC Mercosul disse que a janela de plantio para o milho, em quase a totalidade do cinturão agrícola dos EUA, se fechará no dia 1º de junho. "Após essa data, as produtividades das lavouras começam a cair e as perdas aumentam quase que diariamente", disse a consultoria. Nesse cenário, a ARC Mercosul estima que os preços ainda podem subir de 20 a 30 centavos de dólar no curto prazo. No oeste da Bahia, a saca saiu, em média, por R$ 28, conforme a Aiba.

Trigo: Oscilações técnicas: Em movimento técnico, após a alta expressiva de quinta-feira, os preços do trigo recuaram na bolsa de Chicago na sexta-feira. Os contratos futuros com vencimento em setembro registraram queda de 2,25 centavos de dólar, a US$ 4,7125 o bushel. "A alta de quintafeira respondeu ao clima nos Estados Unidos, mas também foi reflexo de muita movimentação técnica", afirmou ao Valor a analista Ana Luiza Lodi, da INTL FCStone. De acordo com ela, o excesso de chuvas nos Estados Unidos pode prejudicar tanto as lavouras de trigo de primavera quanto as de inverno e estimular uma elevação nos preços ao longo desta semana. No mercado doméstico, o preço médio da tonelada ficou em $ 870,52 no Paraná, de acordo com levantamento realizado pelo Cepea/ESALQ. (Valor Econômico 20/05/2019)