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Commodities Agrícolas

Algodão: Prevenidos: Preparando-se para o feriado do Memorial Day, os fundos que investem em algodão adotaram posição mais cautelosa na bolsa de Nova York, o que deu suporte aos preços na sexta-feira. Os lotes para outubro subiram 76 pontos, para 67,99 centavos de dólar a librapeso. Em nota, o analista Keith Brown, da consultoria DTN, disse que a expectativa de novas chuvas para o Texas, maior Estado produtor dos EUA, deixou os produtores em alerta, apesar de o plantio de algodão no país, em geral, estar em linha com a média das últimas safras. Na Geórgia, segundo maior Estado produtor, são as altas temperaturas que preocupam e podem prejudicar a produção. No Brasil, o preço da pluma com pagamento em oito dias apurado pelo Cepea/Esalq subiu 0,17%, a R$ 2,8633 por libra-peso.

Soja: Ajuste de feriado: No dia dedicado a homenagear os americanos que morreram lutando pelas Forças Armadas dos EUA, os investidores decidiram se precaver devido à perspectiva de que o clima seguirá desfavorável para as lavouras e aumentaram as apostas na alta da soja em Chicago. Na sexta-feira, os papéis da oleaginosa para agosto subiram 8,25 centavos de dólar, fechando o pregão a US$ 8,3650 o bushel. O movimento se deu com os traders tomando posições antes do fim de semana prolongado do Memorial Day. Em nota, a consultoria Allendale avaliou que o mercado tenta equilibrar a previsão de clima adverso para o plantio com o novo programa de subsídios do governo americano, que estimula a semeadura no país. No Paraná, o indicador Cepea/Esalq da soja ficou em R$ 75,01 a saca, alta de 0,31%.

Milho: Clima chuvoso: A previsão de novas chuvas para o Meio-Oeste americano voltaram a sustentar as cotações do milho na bolsa de Chicago na sexta-feira. Os contratos futuros para setembro subiram 14 centavos de dólar, a US$ 4,125 o bushel. Em relatório, a consultoria ARC Mercosul avaliou que atualizações dos modelos climáticos apontam para continuidade do tempo chuvoso, o que atrapalha o plantio. Acumulados de 125 a 200 milímetros são esperados nos próximos dez dias para os Estados de Kansas, Missouri, Iowa, Illinois e Wiscosin, que juntos representam 43% da área cultivada de milho do país. Até o dia 21 de maio, segundo a CFTC, os fundos reduziram em 58,7% as apostas na queda dos preços do cereal. No Brasil, o indicador Esalq/BM&FBovespa ficou em R$ 35,71 a saca, alta de 0,14%.

Trigo: Ameaça à espreita: Com a situação climática nos EUA ganhando o centro das atenções novamente e diante do feriado do Memorial Day hoje, os preços do trigo subiram de forma expressiva na sexta-feira nas bolsas americanas. Em Chicago, os papéis para setembro subiram 18,50 centavos de dólar, a US$ 4,9675 o bushel. Já em Kansas, onde é negociado o cereal de melhor qualidade, os lotes com entrega para o mesmo mês subiram 16,50 centavos de dólar, a US$ 4,5325 por bushel. À Dow Jones Newswires, o analista Brian Grossman, da consultoria Zaner Group, disse que as chuvas nos Estados Unidos representam séria ameaça às lavouras do cereal de inverno, que pode ter perdas de qualidade. No Brasil, o preço apurado pelo Cepea/Esalq no Paraná caiu 0,46%, para R$ 865,53 a tonelada. (Valor Econômico 27/05/2019)